domingo, 25 de setembro de 2011

Aquele dia passou tão rápido, deve ser por que estava realmente maravilhoso, nós esquecemos todos os problemas, rimos, e nem se quer lembramos que Milene poderia morrer e que minha mãe estava ferida.
Eu costumo acreditar em uma teoria que diz assim: “Se você está num lugar vazio, sem luz e nem sal algum, ou em uma reunião chata, o tempo vai demorar pra passar, mas se você estiver com quem ama, até lendo o jornal, na fila do pão, o tempo passará quase que como uns corredores quenianos pelos adversários em plena São Silvestre.”
O tempo estava passando como esse corredor queniano, apesar de estar vivendo uma angustia profunda, eu não sabia qual seria a próxima ação de meu pai, não sabia o que aconteceria com minha Milene e muito menos como ficaria meu coração após a sua partida, se é que ela fosse partir mesmo...
Passavam – se os meses e estava tudo tão calmo, e eu, ah! Que inocência, achando que nada de mal mais ia acontecer, afinal, meu pai estava em Brasília a um bom tempo sem voltar para casa, minha mãe estava envolvida juntamente com dona Joana a fazerem tudo de meu casamento, e minha Milene estava muito bem, aparentemente, mas sempre tem um depois...