domingo, 29 de maio de 2011

Na aflição desse momento eu me senti muito mal, por um instante pensei que não conseguiria realizar o sonho dela, mas eu fui forte, não demonstrei que na verdade estava fraco, triste, para não fazer com que o astral dela baixasse.
- Milene, vou ligar para o cardiologista! – Falei.
- Se você não se importar... – Suplicou ela indiretamente.
Disquei o número do cardiologista e então...
- Clinica do Doutor Carlos Alberto, boa tarde! – Disse a recepcionista ao telefone.
- Boa tarde!  - Falei
- Eu preciso de uma consulta urgente, minha noiva passou muito mal a poucos momentos, está melhorando agora, mas preciso da consulta pra esse momento!
- Ok, qual o nome? – Perguntou a mulher.
- Milene! – Falei.
- Muito bem, pode vir agora! – Surpreendeu – me a recepcionista com rapidez.
Na mesma hora peguei Milene e coloquei – a no carro, ela estava melhorando, mas ainda estava pálida, muito pálida, eu cheguei a pensar que naquele dia a perderia sem ao menos realizar seu sonho...
Passamos pela recepção e logo em seguida o cardiologista nos chamou, eu a conduzi até o consultório, ela não falava...
- Boa tarde jovens, o que há? – Perguntou o senhor que tinha a aparência triste, mas parecia ser um homem honesto, enquanto eu conversava com ele e explicava a situação de Milene eu o mirei profundamente nos olhos, ele parecia ter uma tristeza muito grande em sua vida.
- Vamos fazer um eletro. – Disse ele conduzindo – a até a maca.
Os batimentos de Milene estavam descontrolados, estava tendo uma disritmia cardíaca, sua pressão também estava alterada, e muito alta por sinal.
Conversei um tempo com aquele simpático e triste senhor enquanto Milene se recuperava, ele me alertou que o problema de Milene era muito grave, e que ela não poderia se incomodar de jeito nenhum, não poderia ter emoções muito fortes, caso acontecesse teria um AVC certamente.

“Saímos dali e entramos no carro, ela ligou o som, e a música “O vento – Jota Quest”, tocava... Quando estava na parte “sem que eu pudesse entender, levou os meus sentidos todos pra você” ela me olhou lacrimejando e disse:
- Por que você está fazendo tudo isso por mim? Eu vou morrer, meus dias estão contados, você precisa de alguém que fique toda a vida com você, é o que eu mais queria, mas infelizmente, não vai acontecer...
- Você sempre estará comigo, e por toda a minha vida, aqui dentro – peguei sua mão e coloquei – a em meu coração que batia aceleradamente.
- Nunca pensei que alguém fosse me amar desse jeito – Disse ela
- Eu te amo de um jeito que nem mesmo eu sei explicar – disse enquanto prestava atenção no volante e nela – o amor é sim inexplicável, e sabemos diferenciar desejo, piedade e até mesmo a paixão do amor, por que amar é entregar – se um para o outro, e por você meu amor, eu sou capaz de tudo! – continuei
- Obrigado por ser sempre assim comigo! – Agradeceu ela
Ficamos tempo conversando, eu preferi mudar de assunto, não pensar que ela iria embora, mesmo que um dia isso ia ter que acontecer, mas viver cada momento como se realmente fosse o ultimo...
Enquanto conversávamos eu prestava atenção em tudo que ela fazia, era como meu pequeno talismã, a minha estrela da sorte, por que mesmo sabendo que ela poderia partir a qualquer momento se tivesse uma emoção muito forte, eu me sentia em paz ao lado dela... Eu mirava cada vez que ela inocentemente passava as mãos nos cabelos e media discretamente de ponta a ponta o seu sorriso, que ao meu lado era tão sincero.
- Amor precisamos fazer as coisas... – reclamou
- É, vamos nessa. – concordei
Eu não me lembro de tudo o que fizemos neste dia, mas ainda vejo o brilho do olhar de Milene realizando o seu sonho.
Estávamos caminhando pelo centro da cidade quando de repente Milene fica pálida, branca feito folha de oficio, ela segurou – se em mim e virou os olhos... Segurei – a e sentamos em uma mesinha de um bar que estava aberto, pedi sal e coloquei debaixo de sua língua, o dono do bar levou um copo d’água pra ela, aos poucos ela foi recuperando a cor e voltando ao normal.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Capitulo 4

O Sonho
Eu estava caminhando e sentia tocar os meus pés na grama, sim, eu estava descalço, olhei ao redor era lindo. Flores por todas as partes e de todos os tipos, tinha uma trilha onde eu estava caminhando, era como essas que se vê em novela de anjos, onde eles, com suas vestes brancas caminham por ali até chegar ao céu, ou para sair dele. Eu fui seguindo aquela trilha, sozinho, minha aparência não era nada jovem, na verdade o meu rosto era como estou agora, enrugado, com manchas e as minhas vestes não era como as dos anjos que eu também avistei lá, eu estava com uma roupa parecida com a que estou agora, na verdade era essa roupa mesmo, caminhei milhas e milhas e avistei um túnel de flores onde dizia: “Bem vindos ao céu”, logo adentrei. Dentro do túnel tinham raríssimas orquídeas azuis, idênticas as que a Milene gostava, pelos lados também tinham jasmins, eu podia sentir o cheiro de jasmim. Caminhei alguns longos quilômetros ali dentro quando avistei a cena mais linda que já vi até hoje, era Jesus sentado a direita de Deus pai e entre eles o magnífico Espírito Santo, engraçado como eles pareciam ser o mesmo, eram iguais, sim, eram os três a mesma pessoa, fiquei admirado com a cena que vi quando escutei uma voz que vinha da grande poltrona, olhei e era Deus que estava pronunciando o meu nome, os três gesticulavam ao mesmo tempo, por que era a mesma pessoa.
- Filho, venha até mim, não tenhas medo! – disse Ele
- Eu estou aqui Senhor! – respondi incrédulo
- Tenha certeza de que és bendito, pois, desde que sua esposa faleceu você não mais procurou outras mulheres, orgias, bebedeiras, permanecestes fiel ao seu casamento, serás bendito por isso, eu lhe amo!
- Mas Senhor, como posso ter certeza que você me ama se eu tenho uma grande angustia em meu coração desde que Milene morreu. – Falei
- Ora meu filho, nos momentos em que estavas no chão... – olhei para o lado e apareceu a cena de quando Milene morreu e eu estava desconsolado, chorava feito criança inquieta, quando de repente me acalmei, e ali eu pude ver que foi Deus quem me acalmou. – Eu te levantei – continuou ele.
- Oh Senhor, me perdoe por ser assim... – supliquei
- Juliano, eu lhe perdôo por que sei que estas arrependido de não ter acreditado em mim, mas saiba que eu sempre acreditei em você. – disse – me Deus
- E a Milene? – perguntei
- Milene é um anjo, o seu anjo da guarda. – Olhei para a diagonal e avistei uma porta onde vi também a minha amado, que agora era um anjo, ela permanecia como sempre foi, pele clara, mas judiada do sol, olhos verdes e cabelos longos, lisos e escuros caídos sobre sua cintura, ela fitou – me de longe e sorriu, deixei cair algumas lágrimas e fui até o seu encontro, quando ela adentrou a porta...
- Você precisa ir filho – disse Deus – vá em paz e não esqueça que eu lhe amo! – terminou de dizer a frase e eu me acordei.
Lembro que naquele dia eu fiquei estranho, mas em paz, eu sabia que não tinha sido apenas um sonho, Deus queria falar comigo, no momento eu não entendia o que, mas hoje eu sei...
Fui direto ao banheiro e enquanto escovava os dentes pensava em tudo aquilo, em como tinha sido real, ao mesmo tempo em que achava lindo o sonho, de repente senti um aperto forte no coração e escutei a música de novo, lágrimas fugitivas caiam dos meus olhos, só de pensar que, bem, que Milene iria partir...
Eu tinha ficado de pegar Milene às 11h35min para almoçarmos e depois vermos algumas coisas do casamento, cheguei a sua casa e ela já estava me esperando, linda como sempre.
- Bom dia Juca, você demorou! – Disse ela
- Bom dia minha linda, pois é, é que estou um pouco perplexo, afinal, serei um homem casado daqui a poucos dias. – Brinquei
- Se você não quer casar... – Disse ela com uma carinha de drama
- Oche, é claro que quero me casar menina, e apenas com você! – Respondi

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Eu não conseguia dizer “SEJA FEITA A TUA VONTADE”, por que eu tinha medo.
Deitei na cama e dormi, sonhei com uma coisa maravilhosa e ao mesmo tempo muito ruim, tenho certeza de que se eu não esqueci aquele sonho até hoje, eu nunca mais vou esquecer...
Ouvi barulho no interfone, Marta, uma das empregadas foi atender.
- Residência dos Ferreiras, boa noite!
- Marta abra essa porta – disse o senador, digo, meu pai – estou exausto – completou
- Mas Senhor... – foi interrompida ela
- Eu trouxe uma visita, já que hoje é o dia de Maria visitar sua mãe. – Falou ele
- Senhor está havendo uma festa. – Comunicou Marta
- Festa? – Perguntou o senador surpreso
- Sim! – Afirmou a empregada
- Mas festa de que? Ninguém me comunicou nada.
- É o noivado de Juliano com Milene. – Disse Marta
- Mas eles namoram a menos de cinco meses – falou – ele não pode se casar com aquela pobretona, e não vai! – Falou ele
- Senhor não sei se devo deixar você e a visita entrar.
- Abra essa porta já, se não eu te mato!
- Tudo bem!
Entraram ele e Jéssica, como eu já desconfiava, eu os vi entrando e vi quando ele cochichou no ouvido dela para ela subir, acredito que ela tenha ido para o quarto de hóspedes, ela realmente tinha ido.
Ele se aproximou do jardim e sarcasticamente falou:
- Ora, ora, os pombinhos decidiram fazer uma festa e não me convidaram...
- Oh, desculpe Sr Orlando, eu não sabia de nada... – Disse Milene
- Eu não me dirigi a você garota!
- Orlando, saia daqui! – Disse minha mãe a ele
- Eu não vou sair, esta casa é minha!
- Essa casa é minha, herança de meu velho pai, se eu quiser expulsar você eu expulso! – Falou minha mãe
As horas se passaram e foram todos embora, eu abracei minha mãe pela força que ela estava me dando e nem me despedi do meu pai, afinal, ele não merece nada de mim, e se eu soubesse o que ele estava aprontando teria saído de perto dele há muito tempo.
Subi para o meu quarto, eu realmente estava exausto aquele dia, escutei um barulho estranho no corredor, quando olhei pra traz...
JÉSSICA!
- Oi Juliano, vem aqui, preciso de uma massagem! – Falou
- Se enxergue, eu estou noivo da sua irmã, eu a amo! – Respondi
- O menino, deixe de ser arretado, ela vai morrer e eu vou ficar viva! – Falou a tirana
- Eu não me importo com o quanto tempo ela vai durar, eu me importo com o hoje, e mesmo depois, se ela morrer eu vou viver o resto de minha vida para ela! – terminei de falar e sai, entrei no quarto e chorei, a única saída que eu tinha era rezar, prostrei – me de joelhos na beira de minha cama e comecei:
 - Senhor meu Deus, se for possível afasta de mim essa dor... Essa dor de ver o amor da minha vida e saber que ela está prestes a morrer afasta dela e de qualquer outra pessoa que sofre com essa doença. Eu o amo Senhor, que seja feita... bem, amém.

terça-feira, 24 de maio de 2011

- Você está mais do que lindo sabia? – Elogiou – me
- Milene, eu sei! – Falei sarcástico.
- Abobado. – Rimos juntos
- Você não vai dizer o quanto estou bonita? – Perguntou – me
- É, até que você está bonitinha. – Falei para brincar.
- O que? Bonitinha? – Olhou ela para a direita.
- Hei amor, eu estou aqui, na sua esquerda. – Rimos novamente.
- Você está mais linda do que nunca, aliás, a cada manhã a sua beleza se renova.
- Eu estava esperando esse tipo de elogio seu. – Falou
- Você sabe que eu sempre vou te elogiar, e que você fica linda mesmo quando vai pescar com seu pai. – Falei
- É obrigado amor. – Baixou os olhos num tom de tristeza.
- O que você tem? – Perguntei
- Você não vai poder sempre me elogiar... – disse ela quando eu parei o carro
- shh – a interrompi colando meus dedos em seus lábios.
- Eu amo você!
- Eu também lhe amor! – Respondeu – me ela.
Descemos do carro e eu a guiei até o jardim, ela não sabia onde estávamos, mas percebeu que não estávamos na União dos Pescadores, por que não tinha cheiro de peixe.
As luzes se apagaram e então eu tirei a venda dos seus olhos, cheguei bem perto de seu ouvido e falei:
- Surpresa!
Tirei a aliança do bolso e os violinos começaram a tocar, assustei – me com a música, por que era a mesma melodia que misteriosamente eu escutava, mas continuei...
- Milene, você casa comigo?
Ela encheu os olhos de lágrimas e me abraçou
- Claro que sim, é o meu sonho...
Nos abraçamos e logo em seguida acenderam – se as luzes, eu a beijei, e todos que ali estavam – minha mãe, Joana, Osvaldo, Roberto e as empregadas aplaudiram.
Marcamos o casamento para o dia 19 de março na Catedral da Sé de Olinda.
Seriam poucos convidados, e a festa aqui em casa mesmo, o importante era realizar o sonho dela e casar com ela, eu não queria que ela morresse, mas eu tinha que cair na real que isso ia acontecer, e quando ela morresse eu seria somente dela, para sempre.
Passava – se da meia noite, Milene estava encantada com tudo e até havia esquecido da sua doença, eu também, na verdade todos estávamos tão felizes que esquecemos do tumor no átrio direito da Milene, do Senador Orlando e de Jéssica, que por coincidência ou não estavam os dois em Brasília. 

domingo, 22 de maio de 2011

Ela entrou no carro e eu acelerei, enquanto conversávamos em direção ao centro de Olinda, escutamos a mesma melodia que escuto agora... Aquela melodia triste, que faz recordar o passado, ou naquele momento, pensar num futuro sem Milene. Por um breve momento escorreu duas lágrimas fugitivas de meus olhos, estes que só tinham brilho com Milene.
- Chorando de novo amor? – perguntou – me confusa
- Eu tenho medo de te perder... – falei
- Então você já sabe que eu estou entre a vida e a morte, meus dias estão contados...
- Sim, eu sei... Mas isso vai passar.
- Não, eu até que durei muito tempo – disse ela – graças a Deus que ainda estou vivendo, tive o prazer de te conhecer...
- Meu amor, o prazer foi todo meu, vamos viver nossos dias, como se fossem os últimos, você não sabe o que vai acontecer amanhã e... Nem eu sei!
Deixei-a no salão, enquanto ela subia as escadas para se arrumar, entreguei o vestido para a recepcionista.
Fui para a casa e já eram 16h: 30min. 
Tomei um banho demorado e lá fiquei lembrando o Ano Novo com Milene, era tudo tão simples, mas o simples me encantava e parece que me enchia de alegria e enriquecia o meu peito, essa sim era a verdadeira riqueza, riqueza esta que no meu pai eu desconhecia. Graças a Deus ele estava em Brasília, ele passava mais tempo lá do que aqui, eu ficava feliz com isso, por que ele só causava discórdia, minha mãe ficava muito melhor com ele longe, depois de namorar com Milene eu vi a pessoa maravilhosa que minha mãe é.
Sai do banho e coloquei meu smoking, fui buscar Sr Osvaldo, Joana e Roberto.
- E Jéssica não vai? – Perguntei com vontade que a resposta fosse não.
- Não! – Disse Sr Osvaldo – Ela foi viajar para Brasília, completou Joana.
Graças a Deus – pensei.
Deixei – os em minha casa, Joana estava muito bonita, seu vestido era vermelho, longo, sem brilhos, mas muito chique.
Fui buscar Milene que ansiosa já me ligava. – Sim, ela era muito impaciente para algumas coisas, apesar de tudo, mas eu adorava o seu jeito.
- Poxa amor, você demorou muito! – Disse ela.
- Oh, amor, desculpa. Vamos direto?
- Sim!
Vendei os seus olhos e dei a desculpa de que não queria que ela visse o “meu novo carro”, confesso que fiquei boquiaberto com o que vi, ela estava linda, mais do que nunca, era um vestido longo com uma pequena calda, rosa Pink, tinha alguns brilhos, mas nada muito chamativo, até por que ela não gostava. O Cabelo tinha um tipo de passador com strass, até hoje não sei o nome daquilo, estava puxado um lado e o outro solto, com uma onda para o lado direito, cachos na ponta, sua maquiagem também estava perfeita.

Capitulo 3 – Noivado

Contratei um Buffet, mamãe comprou vestidos. Um para Milene, outro para Joana e outro para ela. Comprou smoking para Roberto e para Sr Osvaldo, o papai não precisava... Não a deixei comprar nada para Jéssica, afinal, ela disse que não queria. Marcamos a o jantar para às 20 horas, era uma surpresa, já estava praticamente tudo pronto, a decoração do jardim, o cardápio, oh, não eu esqueci dos champanhes.
- Marta, compre champanhes de maçã. – Pedi para a empregada
- Claro Senhor, mais alguma coisa? – Respondeu – me ela
- Sim, depois que comprar os champanhes, vá se arrumar coloque sua melhor roupa e avise para as outras, quero todas no meu jantar de noivado.
- Oh, mas Senhor somos apenas suas empregadas.
- Não me interessa, eu gosto de vocês, e bem, já que são minhas empregadas, eu ordeno então.
- Ah, então tudo bem Senhor, e obrigado. – Saiu Marta saltitante, por um momento fiquei perplexo pensando no que o papai pensaria disto quando chegasse em casa.
- Vou ligar para Joana – pensei
Inicio da ligação
- Alô? – Disse uma voz doce do outro lado da linha. Era minha Milene.
- Oi meu amor, sou eu, Juca.
- Meu amor, o que você quer? Você nunca liga, sempre vem aqui... – Indagou ela
- Eu quero falar com a minha sogra! – Falei.
Ela não podia saber que o jantar que ela iria não seria um simples jantar da união dos pescadores da Colônia Z3, sim, foi isso que Sr Osvaldo falou para ela. Eu estava feliz e ao mesmo tempo triste. Feliz por poder realizar o sonho do meu amor, e triste por não poder realizar o meu, que era ficar para sempre com ela.
- Oi Juca – Disse Dona Joana na linha.
- Oi Dona Joana. – Respondi
- Já lhe disse para não me chamar de dona menino. – Falou com tom de brava
- Tudo bem sogra. – Falei para provoca – lá, por que sabia que ela não gostava.
- Olha menino. – Reprovou ela – mas fale o que você quer? - continuou
- Mamãe vai passar ai para levar os vestidos que ela comprou um para você e outro para Milene, enquanto isso levarei Milene no salão para se arrumar.
- Meu filho, não precisava se incomodar, a gente tem vestidos aqui. – Falou humildemente minha sogra.
- Nada disso, eu quero vocês de roupas novas, afinal é o nosso noivado. Bom estou indo aí buscar Milene.
Desliguei o telefone e peguei meu cartão de crédito, mudei de idéia quanto a mamãe levar o vestido de Milene, eu mesmo o peguei, ela sairia pronta do salão, enquanto eu voltaria em casa e me arrumaria, para irmos a “Janta da união dos pescadores da Praia de Casa Caiada”.
Chegando a sua casa, como de costume, ela me avistou e saiu correndo, me abraçou e selou – me
- Vamos? – Perguntei
- Aonde? – Devolveu – me a pergunta
- Para o salão horas, você precisa se arrumar.
- Salão? – Perguntou sarcástica – é só uma janta da união dos pescadores – continuou
- Mas eu quero você linda!
- Tudo bem.

sábado, 21 de maio de 2011

De repente ressoa uma campainha, era o idiota do meu pai, sim ele era muito idiota, ele nunca se interessou pelas coisas que eu fazia e tratava minha mãe como se ela fosse uma das empregadas da casa, a única diferença é que com ela ele fazia sexo.
- Olá, o que fazem conversando? – Perguntou.
- Oi pai, estou combinando algumas coisas com mamãe... – Contei entusiasmado
- Ai vem bomba! – Ironizou ele.
- Por favor deputado, guarde suas ironias para suas amantes! – Disse mamãe irritada.
Ele saiu batendo portas e foi tomar um banho, logo depois estava novamente de terno e falando no celular, ele passou pela porta e nem se quer disse aonde ia, mamãe ficou muito triste aquele dia!

- E você quer que eu faça o que se o pote de mel não é perfeito? Quer que eu doe meu coração pra ela e morra? Acho que sim, vocês sempre gostaram mais dela do que de mim. – Murmurou.
- Jéssica, não fale assim, saiba que eu daria minha vida por você e seus irmãos. – Falei entre lágrimas enquanto ela me fitava com cara de quem queria me devorar, eu tinha medo dela.
- Acho melhor a gente secar o rosto, daqui a pouco minha doce criança acorda e não quero que ela saiba que está... – Entre lágrimas – nos últimos dias. – Disse Joana.
Secamos o rosto, estava difícil segurar as lagrimas, foi quando ela adentrou a sala e me viu, surgiu um sorriso em seus lábios e os seus olhos brilharam, foi então que escutei uma música instrumental, ela era triste mas poderia ser feliz também, a mesma música que escutamos aquele dia na beira da praia. Ela me abraçou e eu abracei – a forte e comecei a chorar feito criança de colo, ela não entedia o por que, então eu disse:
- Meu amor, qual o seu maior sonho?
- Casar com você! – Respondeu – me ela.
Beijei – a.
Foi estranho aquela música continuar a tocar.
Almocei com ela e sai sozinho, caminhando na beira da praia me lembrei dos momentos que passamos ali e chorei novamente, segurei firme a plaquinha que ela me deu e jurei pra mim que eu iria faze – la feliz mesmo ela tendo pouco tempo de vida, decidi então ir ao centro, fui em uma joalheria e comprei alianças douradas, cheguei em casa e minha mãe fitou – me
- Filho por que chorou?
- Mãe, é que a Milene está com tumor no átrio direito, e tem pouco tempo de vida.
- Meu querido vem Ca, eu sinto muito!
- Eu vou realizar o sonho dela, ela disse que seu maior sonho é casar comigo, eu comprei as alianças, vou pedir hoje, quero que seja muito especial...
- Meu filho, eu estou do seu lado, vamos fazer um jantar aqui em casa, convide a família dela!
- Obrigado por tudo mãe.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Capitulo 2 – O pressentimento

Juliano narrando
Já estávamos em fevereiro, sim, próximo ao carnaval, Milene estava feliz, nossos momentos eram únicos e mágicos, mas eu podia pressentir que aquela felicidade, um dia, ia acabar, não que eu quisesse, meu desejo era ficar para sempre com Milene, mas talvez por obra do destino, ou até mesmo pela própria desilusão do acaso alguém quisesse nos separar...
Eu estava sentado na beira da praia com Milene, como de costume, sempre fazíamos isso, ela fitou – me e indagou:
- Meu amor, o que você tem? – sim, ela realmente me conhecia como ninguém, até mesmo mais que minha mãe... Eu não podia mentir por que ela leria meus pensamentos, então abracei – a muito forte e foi então que começaram a escorrer ardentes lágrimas dos meus olhos, eu senti uma grande nostalgia, como se ela estivesse presente ali mas não estivesse, enfim... Como se ela tivesse morrido e eu ficado sem ela.
- Por que você chora meu amor? Eu estou aqui...
- Promete que nunca vai me deixar? – supliquei
- Meu Juca, eu não preciso prometer isso, você sabe que nunca vou lhe abandonar... – falou – me ela assustada
Ficamos um tempo abraçados e eu selei aquele momento com um beijo, segurei –a pela cintura e a outra mão coloquei em sua nuca, segurando seus longos cabelos lisos e escuros... Era um beijo doce, calmo e apaixonante, doce, como minha doce Milene!
No outro dia, cheguei a sua casa pela manhã, bem cedo, Joana tinha me chamado para uma conversa, os exames de Milene haviam chego e eu precisava saber o que ela tinha, mesmo ela não demonstrando nenhum tipo de sintoma, ela tinha sopro no coração desde pequena. Abrimos os exames e estava escrito lá: Tumor no átrio direito. Ligamos rapidamente para o cardiologista e ele explicou – nos com uma voz de pesar:
- Sinto em dizer Senhora, mas sua doce menina não tem muito tempo.
- Ai doutor, quanto tempo? Não me diga que Milene vai... – interrompeu as palavras com ardentes lágrimas.
- Eu sinto muito! – disse ele
Foi como se um temporal desmoronasse um castelo, uma felicidade tão imensa não podia acabar, se Milene morresse eu desabaria. Sentei ao lado de Joana e choramos, contamos tudo para Osvaldo e para o caçula também, todos pareciam terem sido atropelados por uma nave espacial em meio ao deserto. Eu estava seco, e ao mesmo tempo molhado de lágrimas, estas que não secariam tão rápido, ou talvez não secassem mais...
Jéssica chegou sorrindo.
- Por que estão todos chorando?
- Sua irmã está com tumor no átrio direito minha filha. – Disse Osvaldo entre lágrimas.
Jéssica segurou as lágrimas, mas fez – se de durona e falou:
- Hum, coitada!
- Coitada? Você não tem compaixão pela sua irmã Jéssica? – Falou Osvaldo alterando – se.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Minutos depois, no celular com o senador
- Alô, quem é?
- Oi Senador, sou eu, Jéssica, irmã da sua nora. – falei debochadamente.
- O que você quer sua... – interrompi – o
- Estou aqui na frente da sua casa, venha aqui que eu te falo. – falei sedutoramente.
Ele desligou o celular, enquanto ele não chegava, arrumei meu vestido que era bem curto, arrumei o decote e então ele chegou, me olhou dos pés a cabeça e me carregou para o seu carro, sentada no banco do carro ele falou – me:
- Você é muito gostosa menina!
- E estou ai, para servi – lo. – respondi, ele puxou – me, agarrando minhas pernas e passando os bigodes em meu pescoço, falou:
- Safada! Ficamos horas dentro daquele carro, depois conversamos, e tratamos do nosso plano.
- E ai? Já sabe o que vamos fazer? – perguntei
- Claro que sim menina, mas você terá que ter sangue frio. – falou
- Conte – me – pedi.
- Vamos preparar uma armadilha para sua doce e adorável irmãzinha, e vamos afoga – la no amargo mar da vida. – Contou – me ele sarcasticamente.
- Brilhante idéia, aquela menina sempre tirou meu lugar, com aquela beleza sonsa dela.



Jéssica narrando
Aquele idiota pensa que é quem? Ele vive aqui em casa e me insulta desse jeito, não posso acreditar, mas se bem, que ele é bem gatinho, a infeliz da minha irmã teve muita sorte, mas a sorte dela vai acabar ela sempre foi mais inteligente que eu, aliás, eu parei de estudar na 7ª série, ela se forma esse ano no ensino médio, quer dizer, se ela conseguir é claro! [risos]
Olhei para o lado, e ali estava o celular de Juliano, vou pega – lo emprestado só por alguns segundos...

- Preciso do número do senador, onde esta? Ai, vamos, vamos... Aqui esta! Humberto – pai.
Anotei o número, agora vou ligar.

- Ei, mamãe, estou saindo, beijos.
- Minha filha, mas nós já vamos jantar...
Sai e nem dei ouvidos para aquela mulher, que por coincidência era minha mãe.

sábado, 14 de maio de 2011

- Olha o respeito menino, você está na faculdade graças a mim... – disse o hipócrita do meu pai, eu fitei – o como se ele fosse meu inimigo, dizendo:
- Eu estou na faculdade graças a mim que estudei e a Deus que me ajudou... – fui interrompido pelos sinos da igreja que anunciavam o começo da missa. Abracei Milene bem forte e sussurrando no seu ouvido disse:
- Vai ficar tudo bem, eu sou apaixonado por você e você sabe. – ela me beijou intensamente e entramos na igreja.
O Jantar de natal
No que acabou a missa, entramos em meu carro e fomos direto para a casa de Milene, seus pais nos esperavam ansiosos para a refeição.
Chegando lá, adentramos a casa e sua irmã, Jéssica, interrogou - nos:
- Onde é que vocês estavam?
- Estávamos na missa Jéssica! – respondeu Milene.
- Ah, claro, a santinha da mamãe foi para missa, não vai me dizer que o gostoso do seu namorado também foi?
- Mas o que Jéssica? Tira o olho do meu namorado, ele foi comigo sim e daí?
- Ei, meninas, parem de brigar – interrompeu Joana – e venha me ajudar Milene.
- Tudo bem mamãe. – respondeu Milene obedecendo – sentei – me no sofá da sala, e a inoportuna da Jéssica sentou – se do meu lado e diretamente começou a me cantar...
- Como você agüenta minha irmã? Ela é tão, tão, desajeitada digamos você nunca olhou para mim? Não viu que sou melhor que ela?
- Eu amo sua irmã, e ela é linda, muito mais linda que você, e realmente você tem uma coisa que ela não tem... – respondi rispidamente;
- Ah, ainda bem que você reconhece, mas diga – me – colocou o decote no meu rosto – o que eu tenho que aquela menina não tem?
- Você é vulgar, ela não! – falei descaradamente.
- Mas o que? – fez uma cara de susto – saia da minha frente garoto, eu odeio você...
Sai e deixei meu celular em cima da guarda do sofá, fui ajudar meu sogro.

quarta-feira, 11 de maio de 2011


Natal – Juliano narrando
Era vinte e quatro de dezembro, eu sabia que ela não podia me comprar algum presente, mas mesmo assim ela comprou – me uma coisa que eu sempre vou guardar, ela batalhou tanto vendendo uns artesanatos que fez com sua mãe para poder comprar uma corrente para mim, com uma plaquinha dizendo: “Eu te amo”, eu tenho até hoje, quando sinto saudades me agarro naquela corrente e choro como se estivesse abraçando – a, como se ela estivesse aqui do meu lado...
Lembro – me com um sorriso do rosto dela ao me dar o presente.
- Juca, eu tenho um presente pra você! – exclamou ela.
- A meu amor, não precisava, você sabe que meu maior presente é você e sempre será... – falei.
- Claro que precisava, e não diga não, eu consegui com muito esforço, não é nada do que você costuma usar e é inferior a todo o ouro que você tem, mas é com muito amor... – falou ela.
Quando abri o pacote, era uma grande caixa, e dentro da grande caixa iam se abrindo pequenas caixas, e na menor, estava uma corrente, a corrente que estou segurando nas mãos agora, olhei para ela com os olhos cheio de lágrimas e falei:
- Agradeço a Deus todos os dias por ter você do meu lado, andando comigo, vivendo comigo, sendo tudo aquilo que eu sempre quis, ou melhor, bem mais do que eu sempre sonhei pra mim...

Às horas se passaram e chegou à hora da missa na catedral, fomos eu e ela, já que sua família não era muito cristã, mas ela sempre foi, e guardava sua fé como um tesouro muito precioso, também foram meus pais... Até então, papai sabia que eu namorava Milene, mas não sabia que era a filha do pescador, surpreendeu – se quando viu – me com ela e na frente mesmo da catedral humilhou – a como se fosse uma usurpadora, lembro da tristeza dos olhos dela quando papai proferiu essas palavras:
- Meu filho, o que você está fazendo com essa menina de categoria inferior que só quer o seu dinheiro?
- Mais respeito papai, Milene não tem tanto dinheiro como você, mas ela sabe muito bem o que importa, e o que importa é somente o amor, diferente de você que só se preocupa com o seu dinheiro infame, e só procura as famílias pobres quando precisa dos votos deles, saiba que nesta eleição de 2011 eu não votarei em você! – disse eu rigidamente.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Milene narrando
- Mamãe, eu sempre quis que isso acontecesse, veja, meu namorado é perfeito, eu o amo, e obrigado por permitir...  – disse eu realizada
Mamãe olhou – me feliz e entregou – me o cartão de Juca, eu abri aquele envelope como se estivesse abrindo um tesouro, que na verdade, para mim, era...
“Meu amor, provavelmente agora, você esteja sentada em sua cama perto do urso que te dei conversando com sua mãe... Sim, eu não quis lhe dar o cartão, preferi que você o lesse quando eu não estivesse por perto!
O urso é o seu presente de aniversário, eu o comprei, por que ele tem um enorme coração, e quando o vi pensei em você, por causa desse imenso coração que você tem, as coisas que acontecem com você, você não guarda rancor, é pura, e eu preciso aprender com você, mas tenha certeza de que eu serei o seu melhor aluno, e o que você quiser aprender eu a ensino, saiba que o mais importante você já esta me ensinando, desde o momento em que a vi pela primeira vez, sentada na beira da praia eu tive a certeza de que ERA VOCÊ, e que nenhuma outra serviria, desde aquele dia, você vem me ensinando a amar sem nem mesmo saber...
Obrigado por existir e por ser a pessoa mais linda do mundo, eu te amo e vou te amar enquanto eu existir, e se é que existe outra vida, sei que nela vou te amar também, mas sei que não existe, por tanto, você será o primeiro anjo a entrar no céu, e eu vou atrás de você, por que você tem salvado meu coração das angustias do mundo, Deus foi generoso comigo, me deu a mulher mais linda e a menina mais dócil!
Um beijo de quem sempre te amou e sempre amará.
  Do seu Juca”
Terminei de ler aos prantos, e chorei ao saber que ele me ama tanto, eu estava muito feliz...

sábado, 7 de maio de 2011

Beijamo-nos e eu dei o urso para ela entregando o cartão para sua mãe sem ela ver eu disse:
- Joana, entregue a ela quando eu sair daqui, e obrigado por permitir nosso namoro!
Já era noite quando eu sai de lá, eu estava completamente realizado e apaixonado cada vez mais por aquela menina que agora tinha dezessete anos...
Ela saiu da minha volta e eu daquele café, entrei no carro, arrumei os cabelos, passei mais um pouco de perfume e fui até a casa de Mi, bati na porta e seu Osvaldo atendeu – me carinhosamente
- Ola rapaz, entre! – exclamou indo para o quarto de Milene, chegando ali falou:
- Milene, acho que tem alguém esperando por você!
- Ai, quem papai? – disse ela alterada.
- Corra até a sala e veja você – disse ele
Ela saiu correndo, estava com um vestido solto no corpo, os longos cabelos lisos corriam até sua cintura, chegando à sala ela fitou – me e seu sorriso parecia não ter mais fim, correu em meus braços e abraçou – me forte suspirando em meu pescoço falou:
- Meu Deus, que cheiro maravilhoso...
Eu a olhei nos olhos e disse:
- Feliz aniversário minha linda, que Deus te abençoe, e lembre – se, eu estarei sempre aqui ao seu lado, mesmo quando você não quiser mais saber de mim... – ela me olhou e disse:
- Seu bobo, eu sempre vou querer saber de você...
Dei outro abraço nela, mas dessa vez com um beijo, quando acabamos o beijo, beijei sua testa e pedi para que ela fechasse os olhos.
- Mi, feche os olhos, eu tenho uma surpresa para você!
- Tudo bem! – disse ela fechando os olhos
Peguei a caixinha das alianças que estavam em meu bolso, abri a caixa e peguei levemente sua mão direita e fui colocando em seu dedo o símbolo do nosso namoro que começaria aquele dia, o dia de seu aniversário... Enquanto eu colocava a aliança nela eu pronunciava algumas palavras e ela chorava emocionada...
- Isso é para que você saiba que eu te amo e nunca duvide disso, que nenhuma mulher conseguiu me conquistar como você! Menina, o que você fez comigo hein? Eu estou completamente apaixonado por você, aliás, eu sempre fui e a cada manhã que acordo o meu amor por você só aumenta e multiplica – se pelas estrelas que tem no céu e cada gotinha de água que tem no imenso oceano do universo...
Ao terminar de falar seus pais aplaudiram, e ela me abraçou, pegou a outra aliança e colocou em meu dedo dizendo:
- Eu te amo e sempre me imaginei assim com você!

Sete de outubro de dois mil e dez

Era o aniversário da Milene, já tinham se passado exatamente sete dias do dia em que beijei minha linda menina. Eu estava tomando café com minha mãe, apesar do preconceito ela era uma pessoa boa, e sabia de tudo que eu sentia...
- Hoje é o aniversário daquela menina, que você gosta não é? – falou sorrindo
- É sim, mas como você sabe disso mamãe? – falei meio que assustado
- Eu sei de tudo meu filho, sei também que você andou beijando aquela moça por estes dias. – Disse ela em outro sorriso, eu tava me assustando com aquilo, como ela sabe que eu beijei a Milene? Será que ela viu?
- Mamãe, você anda me espionando?
- Não meu filho...
- Então? ...
- O seu olhar diz tudo Juca! – me interrompeu dizendo. Meu Deus, eu estou apaixonado por ela, eu sempre fui, e agora mais ainda, por que sei que ela sente o mesmo por mim, e isso me deixa muito feliz! – eu pensava...
Desci as escadas daquela enorme casa, fui ao banheiro, escovei os dentes, tomei um banho e coloquei perfume... Naquele dia eu tava usando uma roupa que ela adorava, calça jeans escura, e camisa pólo com listras brancas e azuis... Sai, e encontrei meu amigo Rick.
- E ai cara? Como estão as coisas? – perguntou ele
- E ai brother, tudo bem graças a Deus! – sai, e fui direto ao shopping comprar um presente para Milene, ao entrar lá, avistei uma grande loja de ursos de pelúcia, entrei lá e comecei a investigar um que se parecesse com ela, aquela menina meiga e simples... Tinha um bem grande, mais o menos um metro de altura e largura, era um urso marrom com um grande coração no meio dizendo: “I Love you”, comprei aquele mesmo e pedi um bonito cartão, o cartão era grande também, fiquei bastante tempo escrevendo aquele cartão, afinal não podia dar furo, pois Mi escrevia muito bem...
Sai daquela loja ansioso e entrei numa joalheria.
- Bom dia moço, em que posso ajuda – lo?
- Bom dia, eu quero ver alianças de compromisso... – ela puxou uma grande caixa que mais parecia uma gaveta, e disse:
- Tem essa que é de metal, custa R$ 50,00 o par.
Essa é banhada a prata e custa R$ 75,00...
A de prata é R$ 100, 000
Tem essa que é de ouro branco custa R$ 400,000 com o diamante na feminina.
- Então, é essa mesmo que quero!
- Quais são os nomes? – perguntou - me
- É Juliano e Milene – respondi
Ela entrou e levou uma aliança do numero 17 que era a da Mi e a minha que era 19.
Vinte minutos depois ela voltou e me deu as alianças em uma caixinha preta, me emocionei ao ver que meu sonho tava começando a se realizar...
Olhei no relógio, já eram 12h30min, cheguei a um café, e almocei, varias mulheres me olhavam e até uma sentou – se na minha mesa e me cantou levemente, lembro – me de suas palavras:
- Olá lindo, quer sair?
- Não com você querida! – respondi.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

- Juca, eu sempre te amei, eu não sabia que era você, mas já amava você de um jeito diferente... Claro, eu sempre me incomodei com suas namoradas, que afinal, você já teve varias, na verdade você não é menino santo não, eu recitava esses poemas que encontrava no fundo da minha mente, mas no fundo, bem lá no fundo eu sabia que gostava de você, eu sei que você não vai me querer por eu ser novinha... – a interrompi, pondo um dedo em sua boca, fazendo – a ficar em silêncio e sua respiração ficar ofegante,
- De – me um bom motivo para não querer você – falei, ela me olhou, e naquele momento pude perceber um brilho intenso em seu olhar, foi lindo aquele momento, ficamos dois minutos olhando um para a face do outro, quando ela interrompeu dizendo:
- Bem, eu sou mais nova que você, tenho dezesseis, você já tem vinte em um, é um bom motivo...
- Hum, você me acha velho então mocinha?
- Na verdade, um pouco antiquado – ironizou gargalhando, eu admirei aquela ironia, que era de costume, apesar dela ser meiga e delicada, ela era às vezes bastante engraçada, fixei meus olhos nos olhos de Milene e disse:
- Você é tudo que eu sempre quis, desde o momento em que te vi, pela primeira vez, eu me encantei, pelo seu jeito, - ela chorava ao ouvir essas palavras, era de emoção, eu acredito que ela sempre quis ouvir isso, continuei dizendo: - Não sei o que seria de mim, se não tivesse você sempre ao meu lado, afinal, você sabe como meus pais são ignorantes, não admitem que eu queira alguém de uma classe inferior a minha, mas você sabe que eu nunca me importei com isso, eu sofro por causa disso... – ela apenas me abraçou aos prantos, em meio aquele abraço quente ouvi uma melodia, uma musica muito linda, parecia que vinha do céu, para confirmar o acontecido, ela sussurrou em meu ouvido:
- Você esta ouvindo isso?
- Sim! – Confirmei
- É muito lindo – falou serenamente continuando em meus braços olhando fixamente em meus olhos, eu fixei os meus olhos naqueles olhos verdes, mirei seus lábios e percebi que eles vinham de encontro ao meu, senti aquela boca carnuda tocando os meus lábios, aquele beijo foi tão quente, meu corpo estremecia, sentia arrepios, no fundo eu sabia que ela também gostava de mim desde sempre, nunca se pronunciara e escondia por medo dos meus pais, por ela ser pobre...
Quando o beijo acabou, deixei – a na porta de casa e sai, sai cantando, como se tivesse visto o pássaro azul, e na verdade eu tinha visto mesmo, a menina dos meus sonhos, eu a beijei num eclipse de sentimentos, as pessoas passavam por mim na rua, acho que pensavam que eu era algum tipo de débil mental, dizem que eu estava falando sozinho, mas não me importava, o que realmente importava naquele momento, é que um grande sonho tinha começado a se realizar, a minha Milene, eu estava tão próximo a ela...
Vinte horas e cinco minutos – continuo encantamento
Ela continuava ali, na mesma posição, e escrevendo algo que parecia ser muito bonito pelas lágrimas que caiam de seus olhos eu pude perceber que ela precisava de um abraço, decidi ir ao seu encontro, já que ela me considera seu melhor amigo...
- Boa noite Mi, o que você tem?
- Oi Juca, estou triste, é por causa da Jéssica como sempre, ela ofendeu papai hoje... – não conseguia terminar de falar, por que suas lágrimas não a deixavam – eu vim até aqui para espairecer e escrever algum poema, até consegui, mas nada que seja tão lindo quanto este mar – disse ela aos prantos.
- Pois então recite – o para mim!
E ela começou:
“Incrível como eu sinto o amor tão perto de mim, parece que eu sempre tive ele do meu lado, ai meu Deus, me ajuda a descobrir onde ele esta!”
- Eu estou aqui – pensei alto, e não me dei de conta que ela tinha escutado, ela me olhou apavorada e abraçou – me, como se também me amasse, eu fiquei feliz com aquele abraço, parecia que ela tinha resolvido um grande mistério...
- Esta frio – disse ela tremendo enquanto eu a protegia num abraço falei:
- Vamos, eu te levo para casa.
Ela me olhou não gostando do que eu disse, mas aceitou por que sua mãe estaria preocupada já...
Então, levantou – se e deu – me o braço, a gente sempre andava de braços dados, mas naquele dia, ela tava diferente, o jeito de me olhar, parece que descobriu o quanto eu sempre a amei e sempre fiz de tudo para ficar com ela, caminhávamos ainda quando ela parou na minha frente e disse: