domingo, 29 de maio de 2011

“Saímos dali e entramos no carro, ela ligou o som, e a música “O vento – Jota Quest”, tocava... Quando estava na parte “sem que eu pudesse entender, levou os meus sentidos todos pra você” ela me olhou lacrimejando e disse:
- Por que você está fazendo tudo isso por mim? Eu vou morrer, meus dias estão contados, você precisa de alguém que fique toda a vida com você, é o que eu mais queria, mas infelizmente, não vai acontecer...
- Você sempre estará comigo, e por toda a minha vida, aqui dentro – peguei sua mão e coloquei – a em meu coração que batia aceleradamente.
- Nunca pensei que alguém fosse me amar desse jeito – Disse ela
- Eu te amo de um jeito que nem mesmo eu sei explicar – disse enquanto prestava atenção no volante e nela – o amor é sim inexplicável, e sabemos diferenciar desejo, piedade e até mesmo a paixão do amor, por que amar é entregar – se um para o outro, e por você meu amor, eu sou capaz de tudo! – continuei
- Obrigado por ser sempre assim comigo! – Agradeceu ela
Ficamos tempo conversando, eu preferi mudar de assunto, não pensar que ela iria embora, mesmo que um dia isso ia ter que acontecer, mas viver cada momento como se realmente fosse o ultimo...
Enquanto conversávamos eu prestava atenção em tudo que ela fazia, era como meu pequeno talismã, a minha estrela da sorte, por que mesmo sabendo que ela poderia partir a qualquer momento se tivesse uma emoção muito forte, eu me sentia em paz ao lado dela... Eu mirava cada vez que ela inocentemente passava as mãos nos cabelos e media discretamente de ponta a ponta o seu sorriso, que ao meu lado era tão sincero.
- Amor precisamos fazer as coisas... – reclamou
- É, vamos nessa. – concordei
Eu não me lembro de tudo o que fizemos neste dia, mas ainda vejo o brilho do olhar de Milene realizando o seu sonho.
Estávamos caminhando pelo centro da cidade quando de repente Milene fica pálida, branca feito folha de oficio, ela segurou – se em mim e virou os olhos... Segurei – a e sentamos em uma mesinha de um bar que estava aberto, pedi sal e coloquei debaixo de sua língua, o dono do bar levou um copo d’água pra ela, aos poucos ela foi recuperando a cor e voltando ao normal.

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