- Você está mais do que lindo sabia? – Elogiou – me
- Milene, eu sei! – Falei sarcástico.
- Abobado. – Rimos juntos
- Você não vai dizer o quanto estou bonita? – Perguntou – me
- É, até que você está bonitinha. – Falei para brincar.
- O que? Bonitinha? – Olhou ela para a direita.
- Hei amor, eu estou aqui, na sua esquerda. – Rimos novamente.
- Você está mais linda do que nunca, aliás, a cada manhã a sua beleza se renova.
- Eu estava esperando esse tipo de elogio seu. – Falou
- Você sabe que eu sempre vou te elogiar, e que você fica linda mesmo quando vai pescar com seu pai. – Falei
- É obrigado amor. – Baixou os olhos num tom de tristeza.
- O que você tem? – Perguntei
- Você não vai poder sempre me elogiar... – disse ela quando eu parei o carro
- shh – a interrompi colando meus dedos em seus lábios.
- Eu amo você!
- Eu também lhe amor! – Respondeu – me ela.
Descemos do carro e eu a guiei até o jardim, ela não sabia onde estávamos, mas percebeu que não estávamos na União dos Pescadores, por que não tinha cheiro de peixe.
As luzes se apagaram e então eu tirei a venda dos seus olhos, cheguei bem perto de seu ouvido e falei:
- Surpresa!
Tirei a aliança do bolso e os violinos começaram a tocar, assustei – me com a música, por que era a mesma melodia que misteriosamente eu escutava, mas continuei...
- Milene, você casa comigo?
Ela encheu os olhos de lágrimas e me abraçou
- Claro que sim, é o meu sonho...
Nos abraçamos e logo em seguida acenderam – se as luzes, eu a beijei, e todos que ali estavam – minha mãe, Joana, Osvaldo, Roberto e as empregadas aplaudiram.
Marcamos o casamento para o dia 19 de março na Catedral da Sé de Olinda.
Seriam poucos convidados, e a festa aqui em casa mesmo, o importante era realizar o sonho dela e casar com ela, eu não queria que ela morresse, mas eu tinha que cair na real que isso ia acontecer, e quando ela morresse eu seria somente dela, para sempre.
Seriam poucos convidados, e a festa aqui em casa mesmo, o importante era realizar o sonho dela e casar com ela, eu não queria que ela morresse, mas eu tinha que cair na real que isso ia acontecer, e quando ela morresse eu seria somente dela, para sempre.
Passava – se da meia noite, Milene estava encantada com tudo e até havia esquecido da sua doença, eu também, na verdade todos estávamos tão felizes que esquecemos do tumor no átrio direito da Milene, do Senador Orlando e de Jéssica, que por coincidência ou não estavam os dois em Brasília.
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