sexta-feira, 6 de maio de 2011

Vinte horas e cinco minutos – continuo encantamento
Ela continuava ali, na mesma posição, e escrevendo algo que parecia ser muito bonito pelas lágrimas que caiam de seus olhos eu pude perceber que ela precisava de um abraço, decidi ir ao seu encontro, já que ela me considera seu melhor amigo...
- Boa noite Mi, o que você tem?
- Oi Juca, estou triste, é por causa da Jéssica como sempre, ela ofendeu papai hoje... – não conseguia terminar de falar, por que suas lágrimas não a deixavam – eu vim até aqui para espairecer e escrever algum poema, até consegui, mas nada que seja tão lindo quanto este mar – disse ela aos prantos.
- Pois então recite – o para mim!
E ela começou:
“Incrível como eu sinto o amor tão perto de mim, parece que eu sempre tive ele do meu lado, ai meu Deus, me ajuda a descobrir onde ele esta!”
- Eu estou aqui – pensei alto, e não me dei de conta que ela tinha escutado, ela me olhou apavorada e abraçou – me, como se também me amasse, eu fiquei feliz com aquele abraço, parecia que ela tinha resolvido um grande mistério...
- Esta frio – disse ela tremendo enquanto eu a protegia num abraço falei:
- Vamos, eu te levo para casa.
Ela me olhou não gostando do que eu disse, mas aceitou por que sua mãe estaria preocupada já...
Então, levantou – se e deu – me o braço, a gente sempre andava de braços dados, mas naquele dia, ela tava diferente, o jeito de me olhar, parece que descobriu o quanto eu sempre a amei e sempre fiz de tudo para ficar com ela, caminhávamos ainda quando ela parou na minha frente e disse:

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