Ouvi barulho no interfone, Marta, uma das empregadas foi atender.
- Residência dos Ferreiras, boa noite!
- Marta abra essa porta – disse o senador, digo, meu pai – estou exausto – completou
- Mas Senhor... – foi interrompida ela
- Eu trouxe uma visita, já que hoje é o dia de Maria visitar sua mãe. – Falou ele
- Senhor está havendo uma festa. – Comunicou Marta
- Festa? – Perguntou o senador surpreso
- Sim! – Afirmou a empregada
- Mas festa de que? Ninguém me comunicou nada.
- É o noivado de Juliano com Milene. – Disse Marta
- Mas eles namoram a menos de cinco meses – falou – ele não pode se casar com aquela pobretona, e não vai! – Falou ele
- Senhor não sei se devo deixar você e a visita entrar.
- Abra essa porta já, se não eu te mato!
- Tudo bem!
Entraram ele e Jéssica, como eu já desconfiava, eu os vi entrando e vi quando ele cochichou no ouvido dela para ela subir, acredito que ela tenha ido para o quarto de hóspedes, ela realmente tinha ido.
Ele se aproximou do jardim e sarcasticamente falou:
Ele se aproximou do jardim e sarcasticamente falou:
- Ora, ora, os pombinhos decidiram fazer uma festa e não me convidaram...
- Oh, desculpe Sr Orlando, eu não sabia de nada... – Disse Milene
- Eu não me dirigi a você garota!
- Orlando, saia daqui! – Disse minha mãe a ele
- Eu não vou sair, esta casa é minha!
- Essa casa é minha, herança de meu velho pai, se eu quiser expulsar você eu expulso! – Falou minha mãe
As horas se passaram e foram todos embora, eu abracei minha mãe pela força que ela estava me dando e nem me despedi do meu pai, afinal, ele não merece nada de mim, e se eu soubesse o que ele estava aprontando teria saído de perto dele há muito tempo.
Subi para o meu quarto, eu realmente estava exausto aquele dia, escutei um barulho estranho no corredor, quando olhei pra traz...
JÉSSICA!
- Oi Juliano, vem aqui, preciso de uma massagem! – Falou
- Se enxergue, eu estou noivo da sua irmã, eu a amo! – Respondi
- O menino, deixe de ser arretado, ela vai morrer e eu vou ficar viva! – Falou a tirana
- Eu não me importo com o quanto tempo ela vai durar, eu me importo com o hoje, e mesmo depois, se ela morrer eu vou viver o resto de minha vida para ela! – terminei de falar e sai, entrei no quarto e chorei, a única saída que eu tinha era rezar, prostrei – me de joelhos na beira de minha cama e comecei:
- Senhor meu Deus, se for possível afasta de mim essa dor... Essa dor de ver o amor da minha vida e saber que ela está prestes a morrer afasta dela e de qualquer outra pessoa que sofre com essa doença. Eu o amo Senhor, que seja feita... bem, amém.
Nenhum comentário:
Postar um comentário