quinta-feira, 5 de maio de 2011

A história do pescador

Sinopse:
 Milene doce e amada criatura, passava suas tardes sentada em frente ao mar, já que morava na praia, não via sua vida longe daquele lugar, e todas as tardes, fazia parte de sua rotina sentar – se em frente ao mar para escrever; ela vivia a espera de um grande amor, costumava dizer que não importava o quanto demorasse ou que lhe fizesse sofrer, o que ela queria era encontrar esse amor que estava escondido em algum canto, ou quem sabe, não tivesse tão escondido assim...

Prólogo
São 20 horas, preciso me retirar. – Falei
Mas aonde você vai? – Perguntou – me Lucas – está tarde para o Senhor estar na rua.
- Lucas, fique aqui, eu vou para a praia, lembrar – me de Casa Caiada e de M... – Segurei para não falar Milene.
- Casa Caiada deve ser bonita! – Disse ele
- É uma das praias mais belas que conheço. É a que me traz as melhores recordações. – Falei com lágrimas fugitivas nos olhos.
- Conte – me elas – disse o menino – deixe – me ir com você.
- Tudo bem, vamos!
Sentamos na beira da praia, como de costume esfreguei os pés ma areia.
- Já são 60 anos morando em Pelotas, na Colônia Z3. – Falei
- Por que você não ficou morando em Olinda? Lá não é lindo? – Indagou - me
- Sim, o nome diz bem como é a cidade, é que a minha história é triste, eu era um rapaz muito bonito, casei aos 22 anos com a menina mais linda que já vi, tinha os cabelos longos e lisos, o corpo era também muito bonito, mas o que mais me encantava era a pureza de alma e coração que ela tinha. Eu me mudei de lá por que ela morreu tragicamente do coração, ela tinha sopro no coração e descobriu um tumor no átrio direito, estava com os dias contados, mas por incrível que pareça, a morte dela foi antecipada. – Contei
Segurei a corrente com a plaquinha “I Love you” que ela me deu e chorei, foi então que escutei a mesma música instrumental que eu escutava misteriosamente.
- Você está ouvindo? – Perguntei
- Sim, de onde vem essa música?
- Provavelmente do céu – respondi
- Essa plaquinha ela me deu, dói muito olhar pra ela e saber que não tenho mais ela, a tanto tempo... – Falei
- Você não quer me contar sua história? – Perguntou – me curioso
- Foi assim... - comecei

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