Nós continuamos ali por horas, rindo, mas com muito receio do que pudesse acontecer, afinal, do meu pai esperava – se qualquer coisa. Naquele dia conversamos sobre o nosso casamento, era para o dia 19 de março e já estávamos em dezembro, quase janeiro, eu já podia imaginar minha Milene no vestido, tão meiga quanto um jardim de amor perfeito.
Noticiário
“Em Brasília o senador olindense é flagrado, pego na corrupção junto de sua amante, uma jovem de 20 anos, também olindense.” Apareceram fotos dos dois no noticiário
- Ah meu Deus, é o salafrário. – Disse mainha
- Oxente, e não é que o velho tem uma amante? – Ironizei para descontrair
- Ora, fique quieto Juliano! – Repreendeu mamãe
Nós estávamos assistindo o jornal da noite, apenas eu e mainha, mas eu podia imaginar como estava o Sr. Osvaldo e dona Joana, apesar de tudo, Jéssica era filha deles e eles a amavam com amor infinito.
- Mainha você acha que a amante de painho é Jéssica? – Perguntei
- E você tem alguma dúvida? – Perguntou – me
- Tenho não! – Respondi
Naquele instante resolvi ligar para Milene, não queria que ela ficasse aflita, mas acho que atrasei – me.
- Meu amor, como é que você esta? – Perguntei ao telefone
- Como você acha que estou Juca? Minha irmã tendo um caso com seu pai... O que sua mãe deve estar pensando de minha família? – Falou
- Meu bem, minha mãe sabe que a única mal caráter é sua irmã, ela adora os seus pais e seu irmão, e quantas vezes já me disse que você é como uma filha pra ela, tire essas coisas ruins de sua cabeça amor. – Confortei – a
- Você sempre me confortando amor... – Disse com sua voz doce
- Você quer que eu vá aí? – Perguntei
- Precisa não – disse ela
- Sua mãe está precisando mais de você do que eu. – Falou
- Então meu amor, qualquer coisa me liga, você sabe que não tem hora. - Falei
- Tudo bem amor, você também. – Respondeu
- E você se cuide. – Disse a ela referindo – me a sua saúde
- Tudo bem painho – Ela disse debochando
- Eu te amo! – Afirmei
- Eu também lhe amo! – Afirmou ela