Dessa vez mamãe quase caiu na lábia do senador, mas eu então presenciei uma mudança em seu rosto, era uma face um tanto que desconfiada, então ela desligou o telefone na cara do senador e respirou fundo.
- O que houve? – Perguntou Sr. Osvaldo
- É o meu marido... – Respondeu ela.
- O que aquele salafrário do papai fez? – Perguntei
- Ele apenas disse que está encrencado e que precisava de dinheiro, pediu – me que eu depositasse em sua conta.
- Oxe! Você não vai fazer isso não mamãe. – Ordenei
- É claro que não. – Disse ela desconfiada
- Que cara essa? – Perguntei.
- Eu ouvi a voz suave de uma mulher e não me parecia estranha. – Disse ela agora com um pouco de tristeza no rosto.
- Vixi mainha, mas me conte a novidade! – Ironizei.
Naquele momento mudamos de assunto, mas percebi a preocupação no rosto de Milene, sobretudo de minha sogra, quando mainha foi buscar os Beijos de dona Dondon* ouvi cochichos de Milene e Dona Joana.
- Você está pensando o mesmo que eu menina? – Dona Joana perguntou a Milene.
- Eu acho que sim! – Respondeu Milene.
- Se sua irmã está junto com o salafrário de seu sogro ela não entra mais em casa! – Afirmou dona Joana.
Eu tinha certeza de que era Jéssica, pois, ano passado eu os tinha visto juntos um dia, dentro do C4 Palace de meu velho pai, quando eu ainda achava que ele era um homem perfeito, apesar de saber de suas trapaças, eu realmente achava que ele tinha salvação, mas meu pai, era o pior homem da face da terra, se é que poderia chama – lo de homem.
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