domingo, 5 de fevereiro de 2012

Papai foi preso por corrupção, mas logo foi solto, sem nem precisar de muita defesa, o libertaram pelo maldito poder que ele julgava ter, ele voltou a morar em Olinda, não em nossa casa, mainha nunca o aceitaria de volta, não mantínhamos contado, apesar de ele me procurar, eu era muito frio com ele, mas mesmo ele tendo feito o que fez eu me preocupava com ele, por ele ser um sujeito de alma tão pequena e claro, era pena, apenas isso que eu tinha por ele.

Capitulo 6 – O Casamento
Era 18 de março de 2012, aproximadamente vinte horas, e eu não a via à um bom tempo, essas coisas de mulheres, arrumar pé e mão, pele, essas coisas que até hoje não entendo. Estava nervoso, afinal, em menos de 24 horas Milene seria minha como nunca havia sido de ninguém, nem mesmo de mim, e isso me consumia por dentro, saber que ela seria minha, somente minha...
Meu celular tocou e era ela, queria saber como eu estava...
- Alô? Oi meu amor! – Atendi
- Meu amor eu estou tão feliz, mas e você? Você tem certeza que... – Falou com a voz embargada, não a deixei terminar a frase.
- Absoluta certeza de que você é a mulher da minha vida, eu mudei por você lembra? Eu encontrei uma razão pra mim, e a razão é você!
- Você não sabe como me sinto feliz em ter encontrado você. – Disse ela
- Me promete uma coisa? – Perguntei
- Sim! – Respondeu ela
- Promete que você vai viver todos os momentos sem me questionar nada e sem se preocupar? – Fiz a proposta
- Tudo bem, eu prometo.
Quando desliguei o celular vasculhei nas minhas coisas a plaquinha que ela havia me dado no nosso primeiro natal, fiquei admirando – a e de repente, em segundos, comecei a escutar a música que tanto mexia comigo e me fazia chorar, apertava meu coração sem eu ao menos saber o motivo...
Fui dormir e sonhei com ela, estranho, mas, ela era um anjo no meu sonho, não havia falas, somente visualização, ela guardava meu sono...
Acordei assustado e vi que eram oito horas da manhã, nosso casamento seria as dez na Catedral da Sé, seria uma cerimônia simples, bem simples, como ela pediu, por isso marcamos segunda – feira, e é por isso que eu amo tanto esse dia da semana.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

- Papai! – Suplicou Jéssica
Sr. Osvaldo continuava calado e com vergonha da filha, não sabia como sua filha chegara a esse ponto e o que lhe fez ter tanta ganância por dinheiro, o que lhe fez ter tanta maldade e malícia em seu coração.
De repente fechou o sinal e Sr. Osvaldo lembrou – se de uma vez quando Jéssica tinha oito anos, eles estavam em um campo, coberto por lírios, tinham ido visitar parentes em Pelotas, no sul do país. Enquanto relembrava esses momentos, refletiu em como Jéssica havia se tornado uma jovem bonita, contudo ela havia se transformado em uma pessoa fria e gananciosa, não era da política, mas se parecia muito com certos políticos meia boca, ela havia se transformado em tudo aquilo que ele nunca desejou que alguém fosse.
Ele sorria de canto ao lembrar-se de Jéssica correndo para o arroio naqueles dias frios no sul do país, Jéssica o fitava de canto e por um segundo imaginou que ele quereria que ela fosse uma pessoa melhor, ela queria ser uma pessoa melhor, mas tinha muitos defeitos, assim como todo o ser humano.
O sinal abriu e Sr. Osvaldo não respondeu a suplica da filha. Jéssica temia chegar em casa, tinha vergonha da irmã e principalmente do cunhado, e sua mãe... Sua mãe... Ela era tão frágil, já tinha os problemas da irmã que era cardíaca, e agora ela... Não queria de jeito nenhum ser um incomodo para a família, mas sabia que sua presença causaria muita tensão para a família.
Passou uma semana e meia, já tinha se passado a virada do ano, e já estavam em 2012, minha Milene não conseguia conversar com a irmã, por conta de tudo que ela já havia feito, é claro, eu também não conseguia conversar com ela, tinha nojo... E também por causa da minha mãe, minha pobre mãe...
À medida que os dias se passavam o casamento se aproximava e eu confesso que ficava com muito medo, Milene teve um infarto em janeiro e eu confesso que gostaria de doar meu coração a ela, mesmo sabendo que seu coração na verdade era sadio, o que a fazia mal realmente eram as emoções que afloravam seus nervos e faziam seu coração bater como um sino de igreja em dia de procissão.