sexta-feira, 25 de novembro de 2011


Ligação
De repente toca o telefone na casa de Milene, eu estava lá nessa hora, foi o Sr. Osvaldo que atendeu, pude ver a aflição daquele velho senhor ao ouvir a voz do outro lado da linha, suas respostas soavam tão claras que podíamos perceber de quem se tratava a ligação.
- Eu não quero saber de você, sua vagabunda! – Falou em um tom exaltado
Enquanto Dona Joana chorava baixo, Milene olhava aflita e o menino não entendia nada, a conversa se prolongava, parece que Jéssica queria voltar a morar em casa, é óbvio que era apenas mais um golpe, pensei eu.
- Osvaldo, me deixe falar com essa menina homi! – Disse Dona Joana
- Ah! Fique quieta mulher, estou pondo essa vagabunda em seu devido lugar. – Respondeu ele
Aos poucos sua voz ia ficando suave, e eu pude ver as lágrimas em seus olhos, Sr. Osvaldo passou a ligação para Dona Joana, e o que ela decidisse seria o certo; mas você sabe como é coração de mãe, o filho pode aprontar quantas for ele sempre será perdoado e a mãe sempre o olhará com compaixão.
Foi decidido, Jéssica voltaria a morar com eles, mas teria que obedecer, e fazer os serviços de casa também. Milene ficou aflita, pois já tínhamos tido problemas em nosso relacionamento por conta de Jéssica, mas por outro lado ficou feliz, em seu coração de doce, por que sua família ficaria completa, outra vez.
Cerca de 10 horas, Jéssica estava no Aeroporto dos Guararapes (Recife), Sr. Osvaldo foi busca – lá, e no caminho todo de volta para casa, não deu uma palavra com a filha.

sábado, 29 de outubro de 2011

Nós continuamos ali por horas, rindo, mas com muito receio do que pudesse acontecer, afinal, do meu pai esperava – se qualquer coisa. Naquele dia conversamos sobre o nosso casamento, era para o dia 19 de março e já estávamos em dezembro, quase janeiro, eu já podia imaginar minha Milene no vestido, tão meiga quanto um jardim de amor perfeito.

Noticiário
“Em Brasília o senador olindense é flagrado, pego na corrupção junto de sua amante, uma jovem de 20 anos, também olindense.” Apareceram fotos dos dois no noticiário
- Ah meu Deus, é o salafrário. – Disse mainha
- Oxente, e não é que o velho tem uma amante? – Ironizei para descontrair
- Ora, fique quieto Juliano! – Repreendeu mamãe
Nós estávamos assistindo o jornal da noite, apenas eu e mainha, mas eu podia imaginar como estava o Sr. Osvaldo e dona Joana, apesar de tudo, Jéssica era filha deles e eles a amavam com amor infinito.
- Mainha você acha que a amante de painho é Jéssica? – Perguntei
- E você tem alguma dúvida? – Perguntou – me
- Tenho não! – Respondi
Naquele instante resolvi ligar para Milene, não queria que ela ficasse aflita, mas acho que atrasei – me.
- Meu amor, como é que você esta? – Perguntei ao telefone
- Como você acha que estou Juca? Minha irmã tendo um caso com seu pai... O que sua mãe deve estar pensando de minha família? – Falou
- Meu bem, minha mãe sabe que a única mal caráter é sua irmã, ela adora os seus pais e seu irmão, e quantas vezes já me disse que você é como uma filha pra ela, tire essas coisas ruins de sua cabeça amor. – Confortei – a
- Você sempre me confortando amor... – Disse com sua voz doce
- Você quer que eu vá aí? – Perguntei
- Precisa não – disse ela
- Sua mãe está precisando mais de você do que eu. – Falou
- Então meu amor, qualquer coisa me liga, você sabe que não tem hora. - Falei
- Tudo bem amor, você também. – Respondeu
- E você se cuide. – Disse a ela referindo – me a sua saúde
- Tudo bem painho – Ela disse debochando
- Eu te amo! – Afirmei
- Eu também lhe amo! – Afirmou ela

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Beijos de dona Dondon é uma receita de culinária nascida nas casas-grandes dos engenhos de açúcar: doces feitos pelas escravas africanas com receitas das sinhás, guardadas como segredo de família: "Os dois começos de ralizações culturais lusos em terras brasileiras", diz o sociólogo Gilberto Freyre.
À doçaria de engenho de influência portuguesa - que por sua vez tem influência moura e árabe, e que incorporou os valores ameríndios e africanos - se uniram os produtos autóctones, como a mandioca, o caju e a castanha. Ingredientes vieram, então, acrescentar-se a esse "cruzamento cultural": a canela do Oriente; a noz-moscada; e o cravo.

ORIGEM: Em meio século da introdução da cana-de-açúcar no Brasil, em São Vicente (1532) o Nordeste já abrigava  o que viria a ser a doçaria dos engenhos: com origem nas casas-grandes do Nordeste, "a doçaria dos engenhos" tomava nomes de famílias ou de engenhos, como Sousa Leão, Guararapes, tia Sinhá, Fonseca Ramos ou suspiros do "Noruega". Mas tudo condicionado pela realidade tremenda da escravidão. Sem a escravidão não se explica o desenvolvimento, no Brasil, de uma arte de doce(...)"

Dessa vez mamãe quase caiu na lábia do senador, mas eu então presenciei uma mudança em seu rosto, era uma face um tanto que desconfiada, então ela desligou o telefone na cara do senador e respirou fundo.
- O que houve? – Perguntou Sr. Osvaldo
- É o meu marido... – Respondeu ela.
- O que aquele salafrário do papai fez? – Perguntei
- Ele apenas disse que está encrencado e que precisava de dinheiro, pediu – me que eu depositasse em sua conta.
- Oxe! Você não vai fazer isso não mamãe. – Ordenei
- É claro que não. – Disse ela desconfiada
- Que cara essa? – Perguntei.
- Eu ouvi a voz suave de uma mulher e não me parecia estranha. – Disse ela agora com um pouco de tristeza no rosto.
- Vixi mainha, mas me conte a novidade! – Ironizei.
Naquele momento mudamos de assunto, mas percebi a preocupação no rosto de Milene, sobretudo de minha sogra, quando mainha foi buscar os Beijos de dona Dondon* ouvi cochichos de Milene e Dona Joana.
- Você está pensando o mesmo que eu menina? – Dona Joana perguntou a Milene.
- Eu acho que sim! – Respondeu Milene.
- Se sua irmã está junto com o salafrário de seu sogro ela não entra mais em casa! – Afirmou dona Joana.
Eu tinha certeza de que era Jéssica, pois, ano passado eu os tinha visto juntos um dia, dentro do C4 Palace de meu velho pai, quando eu ainda achava que ele era um homem perfeito, apesar de saber de suas trapaças, eu realmente achava que ele tinha salvação, mas meu pai, era o pior homem da face da terra, se é que poderia chama – lo de homem.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Eram 15 horas, nós riamos no quintal de minha casa – abriu – se um sorriso em meus lábios agora, por que até aquele dia eu estava feliz e sem mais problemas para me preocupar, ou pelo menos, não aparentemente. – De repente o telefone tocou, engraçado, mas todos ficaram com as mesmas caras de susto, Maria Helena atendeu, a empregada, e sem palavras nenhuma entregou o telefone com as mãos tremulas a minha mãe que já temia quem fosse.
- Alô? – Disse ela
- Eu preciso de ajuda! – Gritou a voz máscula um tanto enraivecida do outro lado da linha.
- Mas quem você pensa que é para vir me pedir ajuda em pleno dia sagrado, bichin, você só pode estar louco, oxente! – Gritou ela

- Você precisa depositar em minha conta... – Disse ele sendo interrompido mais uma vez por ela
- Eu não vou depositar nada em sua conta, seu safado! – Exclamou ela
- Mulher, escute, eu estou encrencado! – Disse ele, dessa vez como um pedido de misericórdia.

domingo, 2 de outubro de 2011

Capítulo 5
25 de dezembro de 2011 – Corrupção

Estávamos todos conversando na varanda, pra variar a minha família não estava completa, meu pai não saiu de Brasília por nada nesse mundo e a Jéssica tinha ido viajar, provavelmente estava em Brasília com meu pai; o fato de eles não estarem presentes, apesar dos pesares, foi muito melhor, pois passamos um natal de paz, só não sabíamos que em Brasília não reinava a paz.
E o depois foi tão triste, tão cavernoso, tudo mudou de repente, a paz que nós estávamos sentindo se foi como vão as águas, transformando o passado e o presente em tristes mágoas... 

domingo, 25 de setembro de 2011

Aquele dia passou tão rápido, deve ser por que estava realmente maravilhoso, nós esquecemos todos os problemas, rimos, e nem se quer lembramos que Milene poderia morrer e que minha mãe estava ferida.
Eu costumo acreditar em uma teoria que diz assim: “Se você está num lugar vazio, sem luz e nem sal algum, ou em uma reunião chata, o tempo vai demorar pra passar, mas se você estiver com quem ama, até lendo o jornal, na fila do pão, o tempo passará quase que como uns corredores quenianos pelos adversários em plena São Silvestre.”
O tempo estava passando como esse corredor queniano, apesar de estar vivendo uma angustia profunda, eu não sabia qual seria a próxima ação de meu pai, não sabia o que aconteceria com minha Milene e muito menos como ficaria meu coração após a sua partida, se é que ela fosse partir mesmo...
Passavam – se os meses e estava tudo tão calmo, e eu, ah! Que inocência, achando que nada de mal mais ia acontecer, afinal, meu pai estava em Brasília a um bom tempo sem voltar para casa, minha mãe estava envolvida juntamente com dona Joana a fazerem tudo de meu casamento, e minha Milene estava muito bem, aparentemente, mas sempre tem um depois... 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Me apressei e disquei o número da casa de Milene, por sorte ela estava bem.
- Oi meu amor! - Disse ela
- Oi minha linda, como você está? - Perguntei
- Estou me sentindo maravilhosamente bem e você? - Perguntou - me
- Eu estou bem amor, mas eu preciso contar uma coisa a você viu? - Falei
- Oxe, estou preocupada! - Falou
- Vixi, se preocupe não amor, não é nada comigo não, quer dizer, não diretamente, mas estou triste, preciso te contar... - Disse
- Conte amor, por favor, conte. - Implorou
- É que meu pai... - Iniciei - O que tem o seu pai? - Perguntou, interrompendo - me.
- Ele espancou minha mãe! - Contei
- O que? Mas por que? - Indagou ela.
- Ela não quis me contar, então eu convidei ela para ir ao cinema, tadinha, estou ligando pra saber de você, claro, mas quero muito que você vá conosco.
- Que crápula! Sua mãe merece ser feliz, tadinha, eu vou sim amor, vou me arrumar! - Disse ela
- Oxe, que bom, vou lhe buscar daqui 15 minutos, ok? - Disse eu
- Ta bem amor, estou te esperando! - Disse ela
- Então ta bem, beijo amor, eu te amo. - Despedi - me
- Beijo amor, eu te amo muito! - Despediu - se

terça-feira, 21 de junho de 2011

Na minha casa
Cheguei em casa e encontrei minha mãe aos prantos e cheia de hematomas no corpo, fiquei irado com o que vi, perguntei – mesmo sabendo – o que havia acontecido ali na minha ausência.
- Mamãe, o que você tem? Por que...?
- Não é nada não meu filho. – Respondeu ela humildemente.
- É sim mamãe, foi o papai não foi? – Perguntei
Ela me encarou com uma expressão triste e não me disse nada, compreendi que havia sido ele, abracei – a.
- Isso não vai ficar assim! – Exclamei.
- Filho, não faça nada contra seu pai, ele é um político poderoso e acima de tudo, perigoso, frio e sem coração.
- Por que ele fez isso com você mamãe? – Perguntei
- Brigas! – Disse ela com a voz embargada de choro. – Eu não o reconheço mais, aquele homem com quem namorei, ele era tão romântico, filho, até os seus 12 anos ele me mandava flores no dia dos namorados, nós íamos ao cinema... Mas depois que ele entrou para a política, subiu para a cabeça essa coisa de poder... – Desabafou ela aos prantos. – Meu filho, seja sempre assim, como és. – Pediu – me quase que implorando. – O poder é bom, quando é usado para o bem, e politicamente falando, ele só é bom quando edifica o povo e a si mesmo, mas no caso do seu pai, edificou somente a ele, que na verdade não edificou, por que ele vai acabar se dando mal.
Eu sabia que ela estava me escondendo algo, mas não quis questionar, pelo menos não naquele momento, ela realmente estava muito mal, eu precisava distrai – la.
- Mamãe, que tal irmos ao cinema? – Convidei.
- Ah meu filho, eu não estou muito bem... – Respondeu
- O que? – Perguntei ironicamente fazendo cócegas em sua barriga – Você vai negar um pedido de seu filhinho arretado de bom?
- Ta bom Julinho, você me ganhou, vou me arrumar. – Disse
- Ta bem, arrume – se bem arretada de linda enquanto eu ligo para Milene viu? – Disse

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Fomos para sua casa e olhamos um filme, na verdade ela dormiu e eu fiquei olhando – a e pensando em como viveria sem essa menina, em como meus dias seriam longos e frios longe dela...
Sem que ela percebesse, lentamente movimentei – me e peguei a plaquinha que ganhei de natal, quando toquei em sua escrita: “I Love you” ouvi a música, procurei saber de onde vinha o som, levantei – me e coloquei no bolso a plaquinha, e então não escutei mais...
Sentei novamente perto dela e então ela acordou, me abraçou dizendo que eu não precisava ter medo, que logo ela iria se curar...
Até hoje ouço dizer: “Vai ficar tudo bem, não precisa chorar...
Passei aquela noite com ela, ela dormia como um anjo. Eram exatamente duas da manhã quando ouvi barulho na porta, Sr Osvaldo reclamou e então tranqüilizei – o e fui ver quem era, era Jéssica.
- Mas que ótima recepção, meu cunhadinho gostosinho me recebendo? – Disse ela soltando uma risada irônica.
- Me poupe. – Falei trancando a porta e indo para o quarto de Milene, quando abro a porta do quarto sinto alguém me puxar pelo braço e quando olho, Jéssica me beija.
Uma coisa nojenta, eu tentava empurrar seu corpo mas ela me segurou como se eu fosse a mulher e ela o homem, quando aquele pesadelo realmente acabou, começou outro, Milene tinha visto.
- O que está acontecendo? – Perguntou ela em prantos?
- Meu amor não é nada disso que você está pensando, eu... – Jéssica não me deixou terminar de falar
- É isso sim maninha, enquanto você está aí quase morrendo, eu me aproveito do seu namoradinho. – Vomitou as palavras irônicas.
- Não Milene, por favor, não acredite... – Supliquei caindo aos prantos de joelhos.
- Mana não acredita nessa cretina. – Ouvi uma voz masculina de criança, era Roberto, que graças a Deus tinha visto tudo.
- Eu vi maninha, ele não tem culpa. – Disse novamente.
- Eu te mato fedelho. – Gritou Jéssica drogada indo ao seu encontro, porém segurei – o e levei – o a sua cama.
Sr Osvaldo expulsou Jéssica de casa aquele dia, ela havia ultrapassado todos os limites.
O coração de Milene estava acelerado e segundo ela, muito sufocado, ela tomou os remédios e dormiu um tempo mais.
Eram 9 horas quando tomei café com Dona Joana, Sr Osvaldo e Roberto. Era uma mesa triste e ao mesmo tempo de muita raiva por parte de Sr Osvaldo, Dona Joana muito meiga fitou – me triste e disse:
- Por que está se martirizando?
- Eu amo a sua filha Dona Joana e vou lutar por ela até o meu ultimo suspiro de vida. – Respondi.

domingo, 29 de maio de 2011

Na aflição desse momento eu me senti muito mal, por um instante pensei que não conseguiria realizar o sonho dela, mas eu fui forte, não demonstrei que na verdade estava fraco, triste, para não fazer com que o astral dela baixasse.
- Milene, vou ligar para o cardiologista! – Falei.
- Se você não se importar... – Suplicou ela indiretamente.
Disquei o número do cardiologista e então...
- Clinica do Doutor Carlos Alberto, boa tarde! – Disse a recepcionista ao telefone.
- Boa tarde!  - Falei
- Eu preciso de uma consulta urgente, minha noiva passou muito mal a poucos momentos, está melhorando agora, mas preciso da consulta pra esse momento!
- Ok, qual o nome? – Perguntou a mulher.
- Milene! – Falei.
- Muito bem, pode vir agora! – Surpreendeu – me a recepcionista com rapidez.
Na mesma hora peguei Milene e coloquei – a no carro, ela estava melhorando, mas ainda estava pálida, muito pálida, eu cheguei a pensar que naquele dia a perderia sem ao menos realizar seu sonho...
Passamos pela recepção e logo em seguida o cardiologista nos chamou, eu a conduzi até o consultório, ela não falava...
- Boa tarde jovens, o que há? – Perguntou o senhor que tinha a aparência triste, mas parecia ser um homem honesto, enquanto eu conversava com ele e explicava a situação de Milene eu o mirei profundamente nos olhos, ele parecia ter uma tristeza muito grande em sua vida.
- Vamos fazer um eletro. – Disse ele conduzindo – a até a maca.
Os batimentos de Milene estavam descontrolados, estava tendo uma disritmia cardíaca, sua pressão também estava alterada, e muito alta por sinal.
Conversei um tempo com aquele simpático e triste senhor enquanto Milene se recuperava, ele me alertou que o problema de Milene era muito grave, e que ela não poderia se incomodar de jeito nenhum, não poderia ter emoções muito fortes, caso acontecesse teria um AVC certamente.

“Saímos dali e entramos no carro, ela ligou o som, e a música “O vento – Jota Quest”, tocava... Quando estava na parte “sem que eu pudesse entender, levou os meus sentidos todos pra você” ela me olhou lacrimejando e disse:
- Por que você está fazendo tudo isso por mim? Eu vou morrer, meus dias estão contados, você precisa de alguém que fique toda a vida com você, é o que eu mais queria, mas infelizmente, não vai acontecer...
- Você sempre estará comigo, e por toda a minha vida, aqui dentro – peguei sua mão e coloquei – a em meu coração que batia aceleradamente.
- Nunca pensei que alguém fosse me amar desse jeito – Disse ela
- Eu te amo de um jeito que nem mesmo eu sei explicar – disse enquanto prestava atenção no volante e nela – o amor é sim inexplicável, e sabemos diferenciar desejo, piedade e até mesmo a paixão do amor, por que amar é entregar – se um para o outro, e por você meu amor, eu sou capaz de tudo! – continuei
- Obrigado por ser sempre assim comigo! – Agradeceu ela
Ficamos tempo conversando, eu preferi mudar de assunto, não pensar que ela iria embora, mesmo que um dia isso ia ter que acontecer, mas viver cada momento como se realmente fosse o ultimo...
Enquanto conversávamos eu prestava atenção em tudo que ela fazia, era como meu pequeno talismã, a minha estrela da sorte, por que mesmo sabendo que ela poderia partir a qualquer momento se tivesse uma emoção muito forte, eu me sentia em paz ao lado dela... Eu mirava cada vez que ela inocentemente passava as mãos nos cabelos e media discretamente de ponta a ponta o seu sorriso, que ao meu lado era tão sincero.
- Amor precisamos fazer as coisas... – reclamou
- É, vamos nessa. – concordei
Eu não me lembro de tudo o que fizemos neste dia, mas ainda vejo o brilho do olhar de Milene realizando o seu sonho.
Estávamos caminhando pelo centro da cidade quando de repente Milene fica pálida, branca feito folha de oficio, ela segurou – se em mim e virou os olhos... Segurei – a e sentamos em uma mesinha de um bar que estava aberto, pedi sal e coloquei debaixo de sua língua, o dono do bar levou um copo d’água pra ela, aos poucos ela foi recuperando a cor e voltando ao normal.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Capitulo 4

O Sonho
Eu estava caminhando e sentia tocar os meus pés na grama, sim, eu estava descalço, olhei ao redor era lindo. Flores por todas as partes e de todos os tipos, tinha uma trilha onde eu estava caminhando, era como essas que se vê em novela de anjos, onde eles, com suas vestes brancas caminham por ali até chegar ao céu, ou para sair dele. Eu fui seguindo aquela trilha, sozinho, minha aparência não era nada jovem, na verdade o meu rosto era como estou agora, enrugado, com manchas e as minhas vestes não era como as dos anjos que eu também avistei lá, eu estava com uma roupa parecida com a que estou agora, na verdade era essa roupa mesmo, caminhei milhas e milhas e avistei um túnel de flores onde dizia: “Bem vindos ao céu”, logo adentrei. Dentro do túnel tinham raríssimas orquídeas azuis, idênticas as que a Milene gostava, pelos lados também tinham jasmins, eu podia sentir o cheiro de jasmim. Caminhei alguns longos quilômetros ali dentro quando avistei a cena mais linda que já vi até hoje, era Jesus sentado a direita de Deus pai e entre eles o magnífico Espírito Santo, engraçado como eles pareciam ser o mesmo, eram iguais, sim, eram os três a mesma pessoa, fiquei admirado com a cena que vi quando escutei uma voz que vinha da grande poltrona, olhei e era Deus que estava pronunciando o meu nome, os três gesticulavam ao mesmo tempo, por que era a mesma pessoa.
- Filho, venha até mim, não tenhas medo! – disse Ele
- Eu estou aqui Senhor! – respondi incrédulo
- Tenha certeza de que és bendito, pois, desde que sua esposa faleceu você não mais procurou outras mulheres, orgias, bebedeiras, permanecestes fiel ao seu casamento, serás bendito por isso, eu lhe amo!
- Mas Senhor, como posso ter certeza que você me ama se eu tenho uma grande angustia em meu coração desde que Milene morreu. – Falei
- Ora meu filho, nos momentos em que estavas no chão... – olhei para o lado e apareceu a cena de quando Milene morreu e eu estava desconsolado, chorava feito criança inquieta, quando de repente me acalmei, e ali eu pude ver que foi Deus quem me acalmou. – Eu te levantei – continuou ele.
- Oh Senhor, me perdoe por ser assim... – supliquei
- Juliano, eu lhe perdôo por que sei que estas arrependido de não ter acreditado em mim, mas saiba que eu sempre acreditei em você. – disse – me Deus
- E a Milene? – perguntei
- Milene é um anjo, o seu anjo da guarda. – Olhei para a diagonal e avistei uma porta onde vi também a minha amado, que agora era um anjo, ela permanecia como sempre foi, pele clara, mas judiada do sol, olhos verdes e cabelos longos, lisos e escuros caídos sobre sua cintura, ela fitou – me de longe e sorriu, deixei cair algumas lágrimas e fui até o seu encontro, quando ela adentrou a porta...
- Você precisa ir filho – disse Deus – vá em paz e não esqueça que eu lhe amo! – terminou de dizer a frase e eu me acordei.
Lembro que naquele dia eu fiquei estranho, mas em paz, eu sabia que não tinha sido apenas um sonho, Deus queria falar comigo, no momento eu não entendia o que, mas hoje eu sei...
Fui direto ao banheiro e enquanto escovava os dentes pensava em tudo aquilo, em como tinha sido real, ao mesmo tempo em que achava lindo o sonho, de repente senti um aperto forte no coração e escutei a música de novo, lágrimas fugitivas caiam dos meus olhos, só de pensar que, bem, que Milene iria partir...
Eu tinha ficado de pegar Milene às 11h35min para almoçarmos e depois vermos algumas coisas do casamento, cheguei a sua casa e ela já estava me esperando, linda como sempre.
- Bom dia Juca, você demorou! – Disse ela
- Bom dia minha linda, pois é, é que estou um pouco perplexo, afinal, serei um homem casado daqui a poucos dias. – Brinquei
- Se você não quer casar... – Disse ela com uma carinha de drama
- Oche, é claro que quero me casar menina, e apenas com você! – Respondi

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Eu não conseguia dizer “SEJA FEITA A TUA VONTADE”, por que eu tinha medo.
Deitei na cama e dormi, sonhei com uma coisa maravilhosa e ao mesmo tempo muito ruim, tenho certeza de que se eu não esqueci aquele sonho até hoje, eu nunca mais vou esquecer...
Ouvi barulho no interfone, Marta, uma das empregadas foi atender.
- Residência dos Ferreiras, boa noite!
- Marta abra essa porta – disse o senador, digo, meu pai – estou exausto – completou
- Mas Senhor... – foi interrompida ela
- Eu trouxe uma visita, já que hoje é o dia de Maria visitar sua mãe. – Falou ele
- Senhor está havendo uma festa. – Comunicou Marta
- Festa? – Perguntou o senador surpreso
- Sim! – Afirmou a empregada
- Mas festa de que? Ninguém me comunicou nada.
- É o noivado de Juliano com Milene. – Disse Marta
- Mas eles namoram a menos de cinco meses – falou – ele não pode se casar com aquela pobretona, e não vai! – Falou ele
- Senhor não sei se devo deixar você e a visita entrar.
- Abra essa porta já, se não eu te mato!
- Tudo bem!
Entraram ele e Jéssica, como eu já desconfiava, eu os vi entrando e vi quando ele cochichou no ouvido dela para ela subir, acredito que ela tenha ido para o quarto de hóspedes, ela realmente tinha ido.
Ele se aproximou do jardim e sarcasticamente falou:
- Ora, ora, os pombinhos decidiram fazer uma festa e não me convidaram...
- Oh, desculpe Sr Orlando, eu não sabia de nada... – Disse Milene
- Eu não me dirigi a você garota!
- Orlando, saia daqui! – Disse minha mãe a ele
- Eu não vou sair, esta casa é minha!
- Essa casa é minha, herança de meu velho pai, se eu quiser expulsar você eu expulso! – Falou minha mãe
As horas se passaram e foram todos embora, eu abracei minha mãe pela força que ela estava me dando e nem me despedi do meu pai, afinal, ele não merece nada de mim, e se eu soubesse o que ele estava aprontando teria saído de perto dele há muito tempo.
Subi para o meu quarto, eu realmente estava exausto aquele dia, escutei um barulho estranho no corredor, quando olhei pra traz...
JÉSSICA!
- Oi Juliano, vem aqui, preciso de uma massagem! – Falou
- Se enxergue, eu estou noivo da sua irmã, eu a amo! – Respondi
- O menino, deixe de ser arretado, ela vai morrer e eu vou ficar viva! – Falou a tirana
- Eu não me importo com o quanto tempo ela vai durar, eu me importo com o hoje, e mesmo depois, se ela morrer eu vou viver o resto de minha vida para ela! – terminei de falar e sai, entrei no quarto e chorei, a única saída que eu tinha era rezar, prostrei – me de joelhos na beira de minha cama e comecei:
 - Senhor meu Deus, se for possível afasta de mim essa dor... Essa dor de ver o amor da minha vida e saber que ela está prestes a morrer afasta dela e de qualquer outra pessoa que sofre com essa doença. Eu o amo Senhor, que seja feita... bem, amém.

terça-feira, 24 de maio de 2011

- Você está mais do que lindo sabia? – Elogiou – me
- Milene, eu sei! – Falei sarcástico.
- Abobado. – Rimos juntos
- Você não vai dizer o quanto estou bonita? – Perguntou – me
- É, até que você está bonitinha. – Falei para brincar.
- O que? Bonitinha? – Olhou ela para a direita.
- Hei amor, eu estou aqui, na sua esquerda. – Rimos novamente.
- Você está mais linda do que nunca, aliás, a cada manhã a sua beleza se renova.
- Eu estava esperando esse tipo de elogio seu. – Falou
- Você sabe que eu sempre vou te elogiar, e que você fica linda mesmo quando vai pescar com seu pai. – Falei
- É obrigado amor. – Baixou os olhos num tom de tristeza.
- O que você tem? – Perguntei
- Você não vai poder sempre me elogiar... – disse ela quando eu parei o carro
- shh – a interrompi colando meus dedos em seus lábios.
- Eu amo você!
- Eu também lhe amor! – Respondeu – me ela.
Descemos do carro e eu a guiei até o jardim, ela não sabia onde estávamos, mas percebeu que não estávamos na União dos Pescadores, por que não tinha cheiro de peixe.
As luzes se apagaram e então eu tirei a venda dos seus olhos, cheguei bem perto de seu ouvido e falei:
- Surpresa!
Tirei a aliança do bolso e os violinos começaram a tocar, assustei – me com a música, por que era a mesma melodia que misteriosamente eu escutava, mas continuei...
- Milene, você casa comigo?
Ela encheu os olhos de lágrimas e me abraçou
- Claro que sim, é o meu sonho...
Nos abraçamos e logo em seguida acenderam – se as luzes, eu a beijei, e todos que ali estavam – minha mãe, Joana, Osvaldo, Roberto e as empregadas aplaudiram.
Marcamos o casamento para o dia 19 de março na Catedral da Sé de Olinda.
Seriam poucos convidados, e a festa aqui em casa mesmo, o importante era realizar o sonho dela e casar com ela, eu não queria que ela morresse, mas eu tinha que cair na real que isso ia acontecer, e quando ela morresse eu seria somente dela, para sempre.
Passava – se da meia noite, Milene estava encantada com tudo e até havia esquecido da sua doença, eu também, na verdade todos estávamos tão felizes que esquecemos do tumor no átrio direito da Milene, do Senador Orlando e de Jéssica, que por coincidência ou não estavam os dois em Brasília. 

domingo, 22 de maio de 2011

Ela entrou no carro e eu acelerei, enquanto conversávamos em direção ao centro de Olinda, escutamos a mesma melodia que escuto agora... Aquela melodia triste, que faz recordar o passado, ou naquele momento, pensar num futuro sem Milene. Por um breve momento escorreu duas lágrimas fugitivas de meus olhos, estes que só tinham brilho com Milene.
- Chorando de novo amor? – perguntou – me confusa
- Eu tenho medo de te perder... – falei
- Então você já sabe que eu estou entre a vida e a morte, meus dias estão contados...
- Sim, eu sei... Mas isso vai passar.
- Não, eu até que durei muito tempo – disse ela – graças a Deus que ainda estou vivendo, tive o prazer de te conhecer...
- Meu amor, o prazer foi todo meu, vamos viver nossos dias, como se fossem os últimos, você não sabe o que vai acontecer amanhã e... Nem eu sei!
Deixei-a no salão, enquanto ela subia as escadas para se arrumar, entreguei o vestido para a recepcionista.
Fui para a casa e já eram 16h: 30min. 
Tomei um banho demorado e lá fiquei lembrando o Ano Novo com Milene, era tudo tão simples, mas o simples me encantava e parece que me enchia de alegria e enriquecia o meu peito, essa sim era a verdadeira riqueza, riqueza esta que no meu pai eu desconhecia. Graças a Deus ele estava em Brasília, ele passava mais tempo lá do que aqui, eu ficava feliz com isso, por que ele só causava discórdia, minha mãe ficava muito melhor com ele longe, depois de namorar com Milene eu vi a pessoa maravilhosa que minha mãe é.
Sai do banho e coloquei meu smoking, fui buscar Sr Osvaldo, Joana e Roberto.
- E Jéssica não vai? – Perguntei com vontade que a resposta fosse não.
- Não! – Disse Sr Osvaldo – Ela foi viajar para Brasília, completou Joana.
Graças a Deus – pensei.
Deixei – os em minha casa, Joana estava muito bonita, seu vestido era vermelho, longo, sem brilhos, mas muito chique.
Fui buscar Milene que ansiosa já me ligava. – Sim, ela era muito impaciente para algumas coisas, apesar de tudo, mas eu adorava o seu jeito.
- Poxa amor, você demorou muito! – Disse ela.
- Oh, amor, desculpa. Vamos direto?
- Sim!
Vendei os seus olhos e dei a desculpa de que não queria que ela visse o “meu novo carro”, confesso que fiquei boquiaberto com o que vi, ela estava linda, mais do que nunca, era um vestido longo com uma pequena calda, rosa Pink, tinha alguns brilhos, mas nada muito chamativo, até por que ela não gostava. O Cabelo tinha um tipo de passador com strass, até hoje não sei o nome daquilo, estava puxado um lado e o outro solto, com uma onda para o lado direito, cachos na ponta, sua maquiagem também estava perfeita.

Capitulo 3 – Noivado

Contratei um Buffet, mamãe comprou vestidos. Um para Milene, outro para Joana e outro para ela. Comprou smoking para Roberto e para Sr Osvaldo, o papai não precisava... Não a deixei comprar nada para Jéssica, afinal, ela disse que não queria. Marcamos a o jantar para às 20 horas, era uma surpresa, já estava praticamente tudo pronto, a decoração do jardim, o cardápio, oh, não eu esqueci dos champanhes.
- Marta, compre champanhes de maçã. – Pedi para a empregada
- Claro Senhor, mais alguma coisa? – Respondeu – me ela
- Sim, depois que comprar os champanhes, vá se arrumar coloque sua melhor roupa e avise para as outras, quero todas no meu jantar de noivado.
- Oh, mas Senhor somos apenas suas empregadas.
- Não me interessa, eu gosto de vocês, e bem, já que são minhas empregadas, eu ordeno então.
- Ah, então tudo bem Senhor, e obrigado. – Saiu Marta saltitante, por um momento fiquei perplexo pensando no que o papai pensaria disto quando chegasse em casa.
- Vou ligar para Joana – pensei
Inicio da ligação
- Alô? – Disse uma voz doce do outro lado da linha. Era minha Milene.
- Oi meu amor, sou eu, Juca.
- Meu amor, o que você quer? Você nunca liga, sempre vem aqui... – Indagou ela
- Eu quero falar com a minha sogra! – Falei.
Ela não podia saber que o jantar que ela iria não seria um simples jantar da união dos pescadores da Colônia Z3, sim, foi isso que Sr Osvaldo falou para ela. Eu estava feliz e ao mesmo tempo triste. Feliz por poder realizar o sonho do meu amor, e triste por não poder realizar o meu, que era ficar para sempre com ela.
- Oi Juca – Disse Dona Joana na linha.
- Oi Dona Joana. – Respondi
- Já lhe disse para não me chamar de dona menino. – Falou com tom de brava
- Tudo bem sogra. – Falei para provoca – lá, por que sabia que ela não gostava.
- Olha menino. – Reprovou ela – mas fale o que você quer? - continuou
- Mamãe vai passar ai para levar os vestidos que ela comprou um para você e outro para Milene, enquanto isso levarei Milene no salão para se arrumar.
- Meu filho, não precisava se incomodar, a gente tem vestidos aqui. – Falou humildemente minha sogra.
- Nada disso, eu quero vocês de roupas novas, afinal é o nosso noivado. Bom estou indo aí buscar Milene.
Desliguei o telefone e peguei meu cartão de crédito, mudei de idéia quanto a mamãe levar o vestido de Milene, eu mesmo o peguei, ela sairia pronta do salão, enquanto eu voltaria em casa e me arrumaria, para irmos a “Janta da união dos pescadores da Praia de Casa Caiada”.
Chegando a sua casa, como de costume, ela me avistou e saiu correndo, me abraçou e selou – me
- Vamos? – Perguntei
- Aonde? – Devolveu – me a pergunta
- Para o salão horas, você precisa se arrumar.
- Salão? – Perguntou sarcástica – é só uma janta da união dos pescadores – continuou
- Mas eu quero você linda!
- Tudo bem.

sábado, 21 de maio de 2011

De repente ressoa uma campainha, era o idiota do meu pai, sim ele era muito idiota, ele nunca se interessou pelas coisas que eu fazia e tratava minha mãe como se ela fosse uma das empregadas da casa, a única diferença é que com ela ele fazia sexo.
- Olá, o que fazem conversando? – Perguntou.
- Oi pai, estou combinando algumas coisas com mamãe... – Contei entusiasmado
- Ai vem bomba! – Ironizou ele.
- Por favor deputado, guarde suas ironias para suas amantes! – Disse mamãe irritada.
Ele saiu batendo portas e foi tomar um banho, logo depois estava novamente de terno e falando no celular, ele passou pela porta e nem se quer disse aonde ia, mamãe ficou muito triste aquele dia!

- E você quer que eu faça o que se o pote de mel não é perfeito? Quer que eu doe meu coração pra ela e morra? Acho que sim, vocês sempre gostaram mais dela do que de mim. – Murmurou.
- Jéssica, não fale assim, saiba que eu daria minha vida por você e seus irmãos. – Falei entre lágrimas enquanto ela me fitava com cara de quem queria me devorar, eu tinha medo dela.
- Acho melhor a gente secar o rosto, daqui a pouco minha doce criança acorda e não quero que ela saiba que está... – Entre lágrimas – nos últimos dias. – Disse Joana.
Secamos o rosto, estava difícil segurar as lagrimas, foi quando ela adentrou a sala e me viu, surgiu um sorriso em seus lábios e os seus olhos brilharam, foi então que escutei uma música instrumental, ela era triste mas poderia ser feliz também, a mesma música que escutamos aquele dia na beira da praia. Ela me abraçou e eu abracei – a forte e comecei a chorar feito criança de colo, ela não entedia o por que, então eu disse:
- Meu amor, qual o seu maior sonho?
- Casar com você! – Respondeu – me ela.
Beijei – a.
Foi estranho aquela música continuar a tocar.
Almocei com ela e sai sozinho, caminhando na beira da praia me lembrei dos momentos que passamos ali e chorei novamente, segurei firme a plaquinha que ela me deu e jurei pra mim que eu iria faze – la feliz mesmo ela tendo pouco tempo de vida, decidi então ir ao centro, fui em uma joalheria e comprei alianças douradas, cheguei em casa e minha mãe fitou – me
- Filho por que chorou?
- Mãe, é que a Milene está com tumor no átrio direito, e tem pouco tempo de vida.
- Meu querido vem Ca, eu sinto muito!
- Eu vou realizar o sonho dela, ela disse que seu maior sonho é casar comigo, eu comprei as alianças, vou pedir hoje, quero que seja muito especial...
- Meu filho, eu estou do seu lado, vamos fazer um jantar aqui em casa, convide a família dela!
- Obrigado por tudo mãe.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Capitulo 2 – O pressentimento

Juliano narrando
Já estávamos em fevereiro, sim, próximo ao carnaval, Milene estava feliz, nossos momentos eram únicos e mágicos, mas eu podia pressentir que aquela felicidade, um dia, ia acabar, não que eu quisesse, meu desejo era ficar para sempre com Milene, mas talvez por obra do destino, ou até mesmo pela própria desilusão do acaso alguém quisesse nos separar...
Eu estava sentado na beira da praia com Milene, como de costume, sempre fazíamos isso, ela fitou – me e indagou:
- Meu amor, o que você tem? – sim, ela realmente me conhecia como ninguém, até mesmo mais que minha mãe... Eu não podia mentir por que ela leria meus pensamentos, então abracei – a muito forte e foi então que começaram a escorrer ardentes lágrimas dos meus olhos, eu senti uma grande nostalgia, como se ela estivesse presente ali mas não estivesse, enfim... Como se ela tivesse morrido e eu ficado sem ela.
- Por que você chora meu amor? Eu estou aqui...
- Promete que nunca vai me deixar? – supliquei
- Meu Juca, eu não preciso prometer isso, você sabe que nunca vou lhe abandonar... – falou – me ela assustada
Ficamos um tempo abraçados e eu selei aquele momento com um beijo, segurei –a pela cintura e a outra mão coloquei em sua nuca, segurando seus longos cabelos lisos e escuros... Era um beijo doce, calmo e apaixonante, doce, como minha doce Milene!
No outro dia, cheguei a sua casa pela manhã, bem cedo, Joana tinha me chamado para uma conversa, os exames de Milene haviam chego e eu precisava saber o que ela tinha, mesmo ela não demonstrando nenhum tipo de sintoma, ela tinha sopro no coração desde pequena. Abrimos os exames e estava escrito lá: Tumor no átrio direito. Ligamos rapidamente para o cardiologista e ele explicou – nos com uma voz de pesar:
- Sinto em dizer Senhora, mas sua doce menina não tem muito tempo.
- Ai doutor, quanto tempo? Não me diga que Milene vai... – interrompeu as palavras com ardentes lágrimas.
- Eu sinto muito! – disse ele
Foi como se um temporal desmoronasse um castelo, uma felicidade tão imensa não podia acabar, se Milene morresse eu desabaria. Sentei ao lado de Joana e choramos, contamos tudo para Osvaldo e para o caçula também, todos pareciam terem sido atropelados por uma nave espacial em meio ao deserto. Eu estava seco, e ao mesmo tempo molhado de lágrimas, estas que não secariam tão rápido, ou talvez não secassem mais...
Jéssica chegou sorrindo.
- Por que estão todos chorando?
- Sua irmã está com tumor no átrio direito minha filha. – Disse Osvaldo entre lágrimas.
Jéssica segurou as lágrimas, mas fez – se de durona e falou:
- Hum, coitada!
- Coitada? Você não tem compaixão pela sua irmã Jéssica? – Falou Osvaldo alterando – se.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Minutos depois, no celular com o senador
- Alô, quem é?
- Oi Senador, sou eu, Jéssica, irmã da sua nora. – falei debochadamente.
- O que você quer sua... – interrompi – o
- Estou aqui na frente da sua casa, venha aqui que eu te falo. – falei sedutoramente.
Ele desligou o celular, enquanto ele não chegava, arrumei meu vestido que era bem curto, arrumei o decote e então ele chegou, me olhou dos pés a cabeça e me carregou para o seu carro, sentada no banco do carro ele falou – me:
- Você é muito gostosa menina!
- E estou ai, para servi – lo. – respondi, ele puxou – me, agarrando minhas pernas e passando os bigodes em meu pescoço, falou:
- Safada! Ficamos horas dentro daquele carro, depois conversamos, e tratamos do nosso plano.
- E ai? Já sabe o que vamos fazer? – perguntei
- Claro que sim menina, mas você terá que ter sangue frio. – falou
- Conte – me – pedi.
- Vamos preparar uma armadilha para sua doce e adorável irmãzinha, e vamos afoga – la no amargo mar da vida. – Contou – me ele sarcasticamente.
- Brilhante idéia, aquela menina sempre tirou meu lugar, com aquela beleza sonsa dela.