Eram 15 horas, nós riamos no quintal de minha casa – abriu – se um sorriso em meus lábios agora, por que até aquele dia eu estava feliz e sem mais problemas para me preocupar, ou pelo menos, não aparentemente. – De repente o telefone tocou, engraçado, mas todos ficaram com as mesmas caras de susto, Maria Helena atendeu, a empregada, e sem palavras nenhuma entregou o telefone com as mãos tremulas a minha mãe que já temia quem fosse.
- Alô? – Disse ela
- Eu preciso de ajuda! – Gritou a voz máscula um tanto enraivecida do outro lado da linha.
- Mas quem você pensa que é para vir me pedir ajuda em pleno dia sagrado, bichin, você só pode estar louco, oxente! – Gritou ela
- Você precisa depositar em minha conta... – Disse ele sendo interrompido mais uma vez por ela
- Eu não vou depositar nada em sua conta, seu safado! – Exclamou ela
- Mulher, escute, eu estou encrencado! – Disse ele, dessa vez como um pedido de misericórdia.
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