Na minha casa
Cheguei em casa e encontrei minha mãe aos prantos e cheia de hematomas no corpo, fiquei irado com o que vi, perguntei – mesmo sabendo – o que havia acontecido ali na minha ausência.
- Mamãe, o que você tem? Por que...?
- Não é nada não meu filho. – Respondeu ela humildemente.
- É sim mamãe, foi o papai não foi? – Perguntei
Ela me encarou com uma expressão triste e não me disse nada, compreendi que havia sido ele, abracei – a.
- Isso não vai ficar assim! – Exclamei.
- Filho, não faça nada contra seu pai, ele é um político poderoso e acima de tudo, perigoso, frio e sem coração.
- Por que ele fez isso com você mamãe? – Perguntei
- Brigas! – Disse ela com a voz embargada de choro. – Eu não o reconheço mais, aquele homem com quem namorei, ele era tão romântico, filho, até os seus 12 anos ele me mandava flores no dia dos namorados, nós íamos ao cinema... Mas depois que ele entrou para a política, subiu para a cabeça essa coisa de poder... – Desabafou ela aos prantos. – Meu filho, seja sempre assim, como és. – Pediu – me quase que implorando. – O poder é bom, quando é usado para o bem, e politicamente falando, ele só é bom quando edifica o povo e a si mesmo, mas no caso do seu pai, edificou somente a ele, que na verdade não edificou, por que ele vai acabar se dando mal.
Eu sabia que ela estava me escondendo algo, mas não quis questionar, pelo menos não naquele momento, ela realmente estava muito mal, eu precisava distrai – la.
- Mamãe, que tal irmos ao cinema? – Convidei.
- Ah meu filho, eu não estou muito bem... – Respondeu
- O que? – Perguntei ironicamente fazendo cócegas em sua barriga – Você vai negar um pedido de seu filhinho arretado de bom?
- Ta bom Julinho, você me ganhou, vou me arrumar. – Disse
- Ta bem, arrume – se bem arretada de linda enquanto eu ligo para Milene viu? – Disse
