terça-feira, 21 de junho de 2011

Na minha casa
Cheguei em casa e encontrei minha mãe aos prantos e cheia de hematomas no corpo, fiquei irado com o que vi, perguntei – mesmo sabendo – o que havia acontecido ali na minha ausência.
- Mamãe, o que você tem? Por que...?
- Não é nada não meu filho. – Respondeu ela humildemente.
- É sim mamãe, foi o papai não foi? – Perguntei
Ela me encarou com uma expressão triste e não me disse nada, compreendi que havia sido ele, abracei – a.
- Isso não vai ficar assim! – Exclamei.
- Filho, não faça nada contra seu pai, ele é um político poderoso e acima de tudo, perigoso, frio e sem coração.
- Por que ele fez isso com você mamãe? – Perguntei
- Brigas! – Disse ela com a voz embargada de choro. – Eu não o reconheço mais, aquele homem com quem namorei, ele era tão romântico, filho, até os seus 12 anos ele me mandava flores no dia dos namorados, nós íamos ao cinema... Mas depois que ele entrou para a política, subiu para a cabeça essa coisa de poder... – Desabafou ela aos prantos. – Meu filho, seja sempre assim, como és. – Pediu – me quase que implorando. – O poder é bom, quando é usado para o bem, e politicamente falando, ele só é bom quando edifica o povo e a si mesmo, mas no caso do seu pai, edificou somente a ele, que na verdade não edificou, por que ele vai acabar se dando mal.
Eu sabia que ela estava me escondendo algo, mas não quis questionar, pelo menos não naquele momento, ela realmente estava muito mal, eu precisava distrai – la.
- Mamãe, que tal irmos ao cinema? – Convidei.
- Ah meu filho, eu não estou muito bem... – Respondeu
- O que? – Perguntei ironicamente fazendo cócegas em sua barriga – Você vai negar um pedido de seu filhinho arretado de bom?
- Ta bom Julinho, você me ganhou, vou me arrumar. – Disse
- Ta bem, arrume – se bem arretada de linda enquanto eu ligo para Milene viu? – Disse

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Fomos para sua casa e olhamos um filme, na verdade ela dormiu e eu fiquei olhando – a e pensando em como viveria sem essa menina, em como meus dias seriam longos e frios longe dela...
Sem que ela percebesse, lentamente movimentei – me e peguei a plaquinha que ganhei de natal, quando toquei em sua escrita: “I Love you” ouvi a música, procurei saber de onde vinha o som, levantei – me e coloquei no bolso a plaquinha, e então não escutei mais...
Sentei novamente perto dela e então ela acordou, me abraçou dizendo que eu não precisava ter medo, que logo ela iria se curar...
Até hoje ouço dizer: “Vai ficar tudo bem, não precisa chorar...
Passei aquela noite com ela, ela dormia como um anjo. Eram exatamente duas da manhã quando ouvi barulho na porta, Sr Osvaldo reclamou e então tranqüilizei – o e fui ver quem era, era Jéssica.
- Mas que ótima recepção, meu cunhadinho gostosinho me recebendo? – Disse ela soltando uma risada irônica.
- Me poupe. – Falei trancando a porta e indo para o quarto de Milene, quando abro a porta do quarto sinto alguém me puxar pelo braço e quando olho, Jéssica me beija.
Uma coisa nojenta, eu tentava empurrar seu corpo mas ela me segurou como se eu fosse a mulher e ela o homem, quando aquele pesadelo realmente acabou, começou outro, Milene tinha visto.
- O que está acontecendo? – Perguntou ela em prantos?
- Meu amor não é nada disso que você está pensando, eu... – Jéssica não me deixou terminar de falar
- É isso sim maninha, enquanto você está aí quase morrendo, eu me aproveito do seu namoradinho. – Vomitou as palavras irônicas.
- Não Milene, por favor, não acredite... – Supliquei caindo aos prantos de joelhos.
- Mana não acredita nessa cretina. – Ouvi uma voz masculina de criança, era Roberto, que graças a Deus tinha visto tudo.
- Eu vi maninha, ele não tem culpa. – Disse novamente.
- Eu te mato fedelho. – Gritou Jéssica drogada indo ao seu encontro, porém segurei – o e levei – o a sua cama.
Sr Osvaldo expulsou Jéssica de casa aquele dia, ela havia ultrapassado todos os limites.
O coração de Milene estava acelerado e segundo ela, muito sufocado, ela tomou os remédios e dormiu um tempo mais.
Eram 9 horas quando tomei café com Dona Joana, Sr Osvaldo e Roberto. Era uma mesa triste e ao mesmo tempo de muita raiva por parte de Sr Osvaldo, Dona Joana muito meiga fitou – me triste e disse:
- Por que está se martirizando?
- Eu amo a sua filha Dona Joana e vou lutar por ela até o meu ultimo suspiro de vida. – Respondi.